Meados de
Dezembro, 1999. Em meio a um turbilhão de pensamentos revoltos, um em
especial, me deixou apreênsivo. Assim que ele nasceu e ecoou nas paredes
de minha consciência, de imediato o refutei. Mas perece que ele tinha
um plano. Sim! Ele cresceu, evoluindo em diversas ramificações,
absorvendo outros pensamentos, lineares e marginais, até se transformar
numa estrutura invisível e intocável: uma idéia fixa. Quando percebi, lá
estava ele, ainda mais pujante. Burlando formas de defesas mentais.
Tentando me convencer a trazê-lo para a existência palpável. Reluto em
fazer tal coisa. Mas ele está aqui dentro e grita, canta, dança e
reverbera...
Janeiro, an0 2000. Não consigo tirar tal idéia da cabeça. Ela está me sobrepujando. Maldito seja o pensamento que iniciou tudo isso...
Fevereiro,
dia seis. Estou cedendo... Não sei por quanto tempo mais irei aguentar.
Esta idéia está tomando forma fora de minha mente. Já posso até vê-la
diante de mim, em seu formato final. E é exatamente isso que ela quer,
existir fora das sombras mentais que a permeia. Mas não! Ainda existe um
pingo de resistência em mim, mas temo pela minha sanidade.
Fevereiro,
dia vinte e sete. Estou desguarnecido e fui completamente vencido por
esta infame idéia perseguidora. Isso só vai ter um fim quando colocar em
prática o que ela quer. Que seja! Estou farto... Já visualizei o final
sobre várias perspectivas. Vai ser rápido...
Março, dia primeiro. Meu suicídio...

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