Texto escrito em 2003 em meio a uma crise existêncial
Mais uma noite em claro. Uma daquelas tão terríveis que somente o sono poderia aplacar. Mas já não faz tanta diferença, me acostumei a velar em vão pelo alvorecer. Infelizmente, assim tem sido por já inúmeras noites. Onde anseio ver (quem sabe) no mais longínquo dos sonhos paisagens maravilhosas que eleve minha alma perturbada a um estado mais tolerável...
Ah! Os passarinhos começaram a cantar. Suas variações de melodias e tons, de pronto, me causam algum conforto.
E assim testemunho a chegada de um novo dia e o sol vai nascer a qualquer momento. Queria poder contemplá-lo, mas daqui de onde estou só vejo casas e mais casas; lá no fundo alguns montes em contornos desfocados, sem nenhuma simetria e só.
Sinto um pouco de paz agora...
Mas não será isso que me mantém desperto? A sensação fugidia de paz que o dia frenético e turbulento não pode me proporcionar e que julgo encontrar numa madrugada?
Francamente, eu não sei ao certo.
Mas seja lá o que for, esta não é a paz que tanto procuro; efêmera, transitória. Mas sim uma paz que perdure e que o mais transtornado dos dias não possa subjugar.
Tal coisa, agora sei, encontrarei em Deus que é a fonte suprema de paz e amor.
Mas basta de lamúrias e divagações, o sono me veio, devo agarrá-lo agora e dormir...
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