Do alto do sétimo andar, através da janela, Elizabeth contemplava o pôr do sol. Distraída, escutou ao longe alguém gritar seu nome. Olhou para baixo e para esquerda e o viu. Mas era ele mesmo? Cerrou os olhos se debruçando um pouco e confirmou.
Confusa. Ela ainda se lembrava do dia de sua partida há alguns anos. Foi muito duro para ela, todavia, entendia os motivos que o fizera partir e não esperava vê-lo jamais, ele mesmo deixara isto bem claro, mas agora lá estava ele a sete andares dela...
Sorrindo e já chorando ela fez um sinal para ele e deixou a janela. Correu até a porta, abriu e atravessou o umbral. Ansiosa. Viu que o elevador estava no décimo quinto andar e subindo. Então passou pela porta contra incêndio e começou a descer as escadas.
No térreo, parou, colocou as mãos nos joelhos e respirou fundo, para dentro e para fora. Se dirigiu até o portão, abriu, correu até ele e o abraçou, dizendo...
-Pai, como é bom te ver!
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