Uma vida social bem sucedida se baseia na conversa, na comunicação, isto é, falar e escutar (embora eu prefira escutar para depos falar e esse também é o príncipio da Psicanálise).
Mas hoje, infelizmente, depois do boom das redes sociais muitos estão conversando pessoalmente bem menos e postando cada vez mais. Se sentem uma dor (ao invés de irem ter uma consulta com seu médico) postam. Se brigam com seu parceiro/a, conjuge ou namorado/a (ao invés de sentarem e discutir a relação) postam sua insatisfação. Se estão saturadas de problemas e transtornos (ao invés de se abrirem a um amigo ou procurar um analista) postam suas dificuldades.
Assim, redes sociais como o Facebook, por exemplo, se transformou em um mural de lamúrias e de fato é muito fácil constatar isso, basta ficar dez minutos observando seu feed de notícias.
Esse tipo de post virou uma espécie de ilusória válvula de escape, um meio estranho de as pessoas se "aliviarem". De fazer público as suas dores e dificuldades na esperança de que alguém vá se importar, se condoer e se resignar com sua situação. Todavia, fato é que, salvo seus amigos mais íntimos, ninguém se importará, pois todos estão olhando para seu próprio umbigo (leia ego) e bem estar, alheios a problemas de terceiros já que também tem tanto a resolverem e ponderarem sobre sua vida que também não vai nada fácil.
Postar seus conflitos não é terapia, pelo contrário, só deixa evidente, para si mesmo e para os outros que você tem muitas questões a serem tratadas e resolvidas e o "alivio" de um post desse tipo acaba com a última curtida ou comentário.
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