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Enredos e Subenredos


Por definição, enredo é o conjunto dos incidentes que constituem a ação de uma obra de ficção. E é com ele que você enreda e cativa a atenção do leitor.

A fórmula de um bom enredo geralmente é a de eventos críticos que surgem em ordem crescente culminando com um clímax, o ponto alto de toda a tensão de um conflito que veio se acumulando... Após o conflito resolvido ou adiado, tem se  um breve momento de calmaria que é rompido por um evento significativo que vai fazer com que o ciclo se repita até levar ao ato final, o ápice e conclusão da trama que se caracteriza como a batalha final onde o bem vence o mal; um grande sacrifício é exigido em prol de um bem maior; todas as questões são respondidas e todas as pontas soltas são atadas, etc.

Todavia, para que a trama não sofra com um texto corrido, isto é, sem variações de cenas, o uso de subenredos torna-se indispensável. Ouso dizer, obrigatório...


Desenvolvendo o subenredo

A trama principal, o enredo, precisa ser permeada de histórias secundárias chamadas subenredos. Pequenas tramas paralelas que podem ou não ter alguma conexão com a trama principal.

Uma das inúmeras maneiras de se criar subenredos é usar as lembranças do protagonista, fazendo com que a trama se desenvolva no presente explicando como ela surgiu no passado ou qual incidente ocasionou ela. Assim, o protagonista pode se lembrar de fatos interessantes ou corriqueiros sobre sua vida ou de outrem, como onde ele cresceu, onde estudou, onde trabalhou, quem ele levou no baile de formatura ou quem estava com ele na virada de um ano qualquer, etc. É uma ótima maneira de se criar novos personagens e eles podem ser de grande valia no presente com um inesperado encontro com o protagonista, pois podem ser portadores de grandes segredos ou trazer grande ajuda ou empecilho para o mesmo.

Outra maneira é usar os personagens coadjuvantes definindo melhor seu papel e missão na obra, criar novos elementos no decurso do mesmo na trama, dotar alguns com uma capacidade que o protagonista não tenha, mas que servirá para ajudá-lo em algum momento e instituir uma biografia passada também é funcional e atraente e é um recurso que pode ser aplicado também ao antagonista.


Lembre-se de fazer com que tudo gire em torno da trama principal, pois com isso sua obra ficará mais densa e enriquecida de detalhes e quando se der conta você já terá criado toda uma mitologia e os simbolismos adequados e pertinentes a mesma.


Boa sorte!

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