A buzina soou distante, mas eu sabia: o trem estava vindo. E
chegou tão rápido...
Eu a abracei e em seguida beijei ternamente seus lábios, me
despedi e entrei na locomotiva, desejando poder ficar mais tempo. Encontrei meu
vagão e a poltrona numerada cuja minha passagem indicava, nem lembro mais do
número, mas acho que continha três dígitos. Coloquei minha mochila no lugar
reservado para guardar malas e afins acima, sentei...
Quando olhei para janela ao lado oposto de onde estava, a
vi. Seus grandes e belos olhos amendoados me observando, provocando e chamando.
Eu sorri com a surpresa, devo ter feito cara de idiota, pois ela também sorriu.
Ficamos assim por um breve momento. Súbito, o trem começou a chacoalhar e a se
mover lentamente.
Mantive o foco em seus olhos, torcendo meu pescoço à medida
que o trem avançava até não mais poder vê-los...
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