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""O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.""

Resumo da contracapa de Uma Noite Densa


O centro de uma cidade. Um homem. Um estranho. Uma criatura infernal.



Aparições. Figuras míticas de nosso folclore. Perseguições. Sem saída.



Uma mulher de cabelos vermelhos. Um propósito. Uma alma.


Uma Noite Densa...

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Eles pararam o mundo


Quando David Lansbury e Kate Holland Moore se entreolharam o mundo parou, literalmente. 

O ônibus que estavam parou. Os automóveis que transitavam nas duas faixas pararam. As pessoas que estavam fora e dentro do ônibus pararam, imóveis, completamente.

Naquele instante ele se apaixonou por ela e ela por ele.

E quando se deram conta da estranha fenomenologia que os estava sobrevindo baixaram os olhares e tudo ao derredor deles voltou ao normal como se nada tivesse acontecido.

A imagem dela e de seus olhos esmeraldas não lhe saia da cabeça de modo que ele não agüentou e alçou seus olhos em direção dela. Ela fez o mesmo e no mesmo instante.

De novo, o mundo se paralisou. 

Mas Kate não conseguiu manter o olhar e virou o rosto. Após isso tudo voltou ao normal. Lansbury ficou com os olhos vidrados nela na espera e expectativa de que ela voltasse a olhá-lo nos olhos.

Após um momento tentando em vão ignorar a força e vontade de olhar para ele, ela o fez e pela terceira vez todo movimento envolta deles foi descontinuado...

---Como e o seu nome, moça? Indagou ele de onde estava.

---Kate Holland Moore. E o seu?

---David Lansbury e mesmo diante desta estranha circunstancia devo dizer que e um imenso prazer conhecê-la.

---Obrigado. Sinto o mesmo.

---Parece que não podemos olhar nos olhos um do outro.

---Parece que sim...

---O que e uma pena, porque eu te amo!

---Eu também te amo! Aconteceu no primeiro instante que nos vimos.

---Sim! Mas infelizmente não podemos ficar juntos, pois receio que isso sempre ira nos afetar e as pessoas ao nosso redor não podem viver com a pausa que nosso olhares irão gerar.

---Eu concordo, mas fico muito feliz e grata por ter te conhecido e experimentado esse amor.

---Nunca vou esquecê-la, a lembrança de seus olhos será minha luz. Adeus Kate...

---Adeus David...

Ambos abaixaram sua face com muita tristeza. 

O ônibus voltou a andar e as pessoas recomeçaram do ponto que haviam parado. Durante cinco minutos eles não ousaram se olhar. Lansbury então se ergueu e puxou  a corda sinalizando que queria descer da condução e o ônibus parou logo mais adiante.

Ele desceu com muito pesar, pois nunca mais haveria de vê-la.

Quando Kate ergueu sua fronte ela já sabia que ele não estaria mais lá...

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A cabana do velho Kendel


A provação estava no fim.

A terceira noite se aproximava enquanto o sol relutante se escondia. Sob a pujança total do negror após sua ausência, eu o aguardei.

Nas duas noites anteriores que passei naquela cabana, ele esteve lá...

Na primeira ele apenas ficou a rodear a mesma em círculos assimétricos. Na segunda, além de rodear e espreitar ele uivou para a lua que estava em sua forma plena.

Todavia, naquela noite, eu estava pronto.

A terceira noite do terceiro dia de lua cheia.

Pobre lobo! Mal sabia que eu haveria de capturá-lo para aprisionar o espírito maligno que o subjugava. E além mais, iria conjurá-lo a falar por que viera “uivar” para mim...

[Esse tal de Kendel era mesmo um velho louco. Veja só, construir aquela cabana no meio do nada. Dizem que é apenas uma cabana de caça, mas ele passava mais tempo nela do que em sua própria casa...]

Após muito considerar concernente as coisas da terra e do céu, constatei que era noite e devo ter pensado algo como...

“A noite já vai escura.”

E...

“Bom... Ele logo estará aqui...”

Assim, lá pelas 10 horas e pouco, o continuum ao derredor da cabana se reduziu a um silencio atípico para uma mata tão rica em fauna.

Eu sabia! Ele havia chegado...

O lobo possesso uivou enfim. E com um dos três mecanismos de captura que o próprio velho usava no derredor da cabana, eu o apanhei. Amarrei-o e o trouxe para dentro. Era um belo animal.

---Então, já tentou falar através da boca de um animal? Perguntei, mas não houve resposta. Resolvi mexer com seu orgulho...

---Ora, vamos lá! Sei que consegue. Pode se servir da capacidade que o animal tem de emitir sons e construir uma frase. Não sairá perfeita, mas acho que poderei entendê-la; ademais, se o seu mestre conseguiu fazer uma serpente falar, você também pode fazer o mesmo com este lobo...

---Você sabe mesmo jogar, hein... Mas quantos trunfos ainda tem? Disse o espírito maligno com a boca do animal.

---Nenhum. Apenas sigo a progressão do jogo...

---E espera ganhar?

---Já ganhei, pois estou do lado que Quem sempre vence.

---Báh!

---Mas diga-me, pelo Nome, por que estava a me rodear?

---Sou um espírito que erra pela floresta, por que aqui bem como o deserto é um lugar muito melhor do que o abismo... Além do velho Kendel, que consegui deixar louco, você é o ultimo humano que vejo por aqui depois de um longo tempo. Só queria brincar com você, assustá-lo e me divertir um pouco. O que foi um erro, pois só agora vejo a marca do Nome em você.

---De fato... O velho Kendel ficou louco mesmo. Sempre acharam que esta cabana tinha algo a ver. Quanto a mim, vim aqui apenas para me isolar um pouco da cidade, ter contato com o verde, organizar a cabeça longe do frenesi da sociedade urbana e buscar ao meu Deus. Agora, pelo Nome que está acima de todos os nomes, deixa esse pobre animal e segue seu rumo seja ele qual for...

A entidade deixou o animal e ele, pelo que parecia desenvolveu uma empatia comigo e permaneceu ao meu lado até que deixei o lugar dois dias depois...

De quando em vez, ainda vou à cabana do velho para meditar e quando estou lá o lobo sempre aparece para me ver...

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