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""O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.""

Enredos e Subenredos


Por definição, enredo é o conjunto dos incidentes que constituem a ação de uma obra de ficção. E é com ele que você enreda e cativa a atenção do leitor.

A fórmula de um bom enredo geralmente é a de eventos críticos que surgem em ordem crescente culminando com um clímax, o ponto alto de toda a tensão de um conflito que veio se acumulando... Após o conflito resolvido ou adiado, tem se  um breve momento de calmaria que é rompido por um evento significativo que vai fazer com que o ciclo se repita até levar ao ato final, o ápice e conclusão da trama que se caracteriza como a batalha final onde o bem vence o mal; um grande sacrifício é exigido em prol de um bem maior; todas as questões são respondidas e todas as pontas soltas são atadas, etc.

Todavia, para que a trama não sofra com um texto corrido, isto é, sem variações de cenas, o uso de subenredos torna-se indispensável. Ouso dizer, obrigatório...


Desenvolvendo o subenredo

A trama principal, o enredo, precisa ser permeada de histórias secundárias chamadas subenredos. Pequenas tramas paralelas que podem ou não ter alguma conexão com a trama principal.

Uma das inúmeras maneiras de se criar subenredos é usar as lembranças do protagonista, fazendo com que a trama se desenvolva no presente explicando como ela surgiu no passado ou qual incidente ocasionou ela. Assim, o protagonista pode se lembrar de fatos interessantes ou corriqueiros sobre sua vida ou de outrem, como onde ele cresceu, onde estudou, onde trabalhou, quem ele levou no baile de formatura ou quem estava com ele na virada de um ano qualquer, etc. É uma ótima maneira de se criar novos personagens e eles podem ser de grande valia no presente com um inesperado encontro com o protagonista, pois podem ser portadores de grandes segredos ou trazer grande ajuda ou empecilho para o mesmo.

Outra maneira é usar os personagens coadjuvantes definindo melhor seu papel e missão na obra, criar novos elementos no decurso do mesmo na trama, dotar alguns com uma capacidade que o protagonista não tenha, mas que servirá para ajudá-lo em algum momento e instituir uma biografia passada também é funcional e atraente e é um recurso que pode ser aplicado também ao antagonista.


Lembre-se de fazer com que tudo gire em torno da trama principal, pois com isso sua obra ficará mais densa e enriquecida de detalhes e quando se der conta você já terá criado toda uma mitologia e os simbolismos adequados e pertinentes a mesma.


Boa sorte!

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Pela janela do Trem

*Estação ferroviária de Aimorés, Minas Gerais, Setembro de 2006.

A buzina soou distante, mas eu sabia: o trem estava vindo. E chegou tão rápido...

Eu a abracei e em seguida beijei ternamente seus lábios, me despedi e entrei na locomotiva, desejando poder ficar mais tempo. Encontrei meu vagão e a poltrona numerada cuja minha passagem indicava, nem lembro mais do número, mas acho que continha três dígitos. Coloquei minha mochila no lugar reservado para guardar malas e afins acima, sentei...

Quando olhei para janela ao lado oposto de onde estava, a vi. Seus grandes e belos olhos amendoados me observando, provocando e chamando. Eu sorri com a surpresa, devo ter feito cara de idiota, pois ela também sorriu. Ficamos assim por um breve momento. Súbito, o trem começou a chacoalhar e a se mover lentamente.

Mantive o foco em seus olhos, torcendo meu pescoço à medida que o trem avançava até não mais poder vê-los...

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A importância do texto material

Primeiro nasce a ideia. Depois alguns elementos vão se concatenar a ela e você percebe seu potencial para se criar uma boa história  e com o uso de sua força imaginativa ela vai se desenrolando... Você então decide escrevê-la, transpor a barreira do onírico a fim de trazer sua história para realidade e o consenso comum é se sentar diante do computador e digitar.

Destarte, sua história começa a tomar forma escrita para depois ser encenada em outras imaginações, note que a história nasceu em uma imaginação, a sua; e termina em outra imaginação, a do leitor. São seus pensamentos e paisagens mentais sendo pensados e imaginados por outra pessoa.

Entretanto, antes de digitar uma obra, seria bom primeiro manuscrevê-la em um caderno, dois ou três sê necessário, dependendo da dimensão da obra. Isso fará que estabeleça um elo mais pujante com o que está sendo escrito, pois é palpável, você pode tocar, cheirar, sentir as páginas em seus dedos e quando te perguntarem que caderno é esse poderá responder: "Ah, é o livro que estou escrevendo..." (e isso acontece sempre).

Torna-se, portanto uma propriedade maior além de não correr o risco de perder se o computador der um de seus inúmeros defeitos comuns e incomuns ou algum desavisado excluí-lo sem intenção.

Portanto, escrever seu livro com papel e caneta, desenhando o contorno de cada letra, uma após outra, riscando uma palavra ou frase que de inicio não achou legal, mas que ainda vai continuar lá e se tornar apropriado com o contexto posterior, fazendo importantes anotações nos cantos das páginas, adicionando informações para os personagens ou para descrições ou situações futuras ou imediatas, pode ser muito proveitoso e divertido.

Sem falar que após todo esse processo, com seu livro já impresso, ele vai continuar lá e o carinho continuará sendo o mesmo, pois haverá toda uma história por trás da história de escrevê-lo...


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