Este blog possui um conteúdo 100% autoral sendo somente permitida a divulgação de textos do mesmo de forma parcial ou integral desde que a fonte seja devidamente mencionada com ética. O direito autoral é uma garantia do cidadão pela Constituição Federal de 1988 no inciso XXVII do Artigo 5º e também pela Lei de Direitos Autorais nº 9.610/98. Obrigado e volte sempre!
""O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.""

Uma Noite Densa


O que dizer de Uma Noite Densa (UND)? A princípio, bem no comecinho quando a idéia nasceu, seria um micro-conto, desses com no máximo 10 páginas. Mas como sempre demoro muito para escrever e mais ainda para terminar uma obra (sério, é coisa de anos) deixei a história se desenvolver mais...

O tempo, então, foi transcorrendo e de repente me vi com várias idéias e conceitos interessantes para criar uma trama bem mais “densa” por assim dizer e mais sofisticada. Mas resolvi deixar tudo de lado, a fim de me concentrar em outras obras que apreciava mais e algumas delas estão sendo ainda finalizadas.


O enredo

Incrível notar como coisas simples podem ter um grande impacto naquilo que fazemos ou vamos fazer. Um exemplo disso é a própria trama de UND que se originou de um diálogo entre amigos sobre as surreais e toscas figuras de nosso folclore popular, então pensei que seria legal colocar um cara perdido (está mais para preso) à noite no centro de Vitória, ES, e soltar as feras, tais como a mula sem cabeça, o saci, lobisomem, etc. Claro que iria precisar de um motivo integrador para dar sentido à história algo que não foi tão difícil (mas também não tão bom, kk), de se estabelecer...

Então em síntese, nós temos:

Um cara que não conseguia dormir muito bem devido a uma terrível insônia, uma criatura nefanda que está causando essa insônia neste cara e que quer levar a alma dele consigo. Mas quando esse cara tem a noção da existência deste ser e descobre que ele quer lhe fazer mal, uma verdadeira e desmesurada fuga tem início, além do mais a criatura tem o poder de evocar criaturas ainda mais sinistras, sim, sim, como a mula sem cabeça, o saci, lobisomem, etc (sinistras?). Por mais que tentasse o homem não consegue deixar o centro da cidade e ele terá até a meia-noite para negar os pedidos da criatura, mas até a meia-noite, bem sabemos, muita coisa pode acontecer...


Deixe um comentário (1) | | LEIA MAIS...

Novas possibilidades para novos (e velhos) autores


Existe muita gente por aí que adora escrever. Então, um dia qualquer, tal pessoa teve uma ideia. A ideia cresceu se concatenando com outros pensamentos e novas ideias, e assim nasceu a vontade de escrever um livro. Depois de escrito e digitado a pessoa manda seu livro para uma editora ( cujo editor certamente vai pedir um numero mínimo de cópias impressas; sem falar no escrutínio ao qual ele submeterá seu livro) ou agente literário e se a história realmente agradar, a pessoa, agora exultante, entra para a lista de livros que serão posteriormente publicados. Vida de escritor é difícil? Pacas... O escritor iniciante, quebra a cabeça tentando decidir qual abordagem tomar, dentre outras coisas.

O escritor independente tem que vender os livros que ele mesmo pagou para publicar, para depois publicar outro com o dinheiro das vendas e o profissional, já com vários títulos publicados, sofre uma crise existêncial porque sua historia não foi aclamada pela crítica e público. Sério! As dificuldades são inúmeras para todos os níveis, Decorrente isso, muitos escritores estão optando pela autopublicação na Web. Eles digitam seus livros, revisam, corrigem, fazem a capa, arte final; tudo. Depois convertem para E-book  e disponibilizam em sites de divulgação com essa temática, servidores ou em seus próprios sites ou blog, além de também venderem também em empresas como a Amazon ou publicar sobre demanda no Clube de Autores.

Se você gosta de escrever e tem uma boa história pra contar, publicar seu livro na Web pode ser uma ótima opção.

P.S: Esse post carece de uma atualização...
Deixe um comentário | | LEIA MAIS...

Fixação



Meados de Dezembro, 1999. Em meio a um turbilhão de pensamentos revoltos, um em especial, me deixou apreênsivo. Assim que ele nasceu e ecoou nas paredes de minha consciência, de imediato o refutei. Mas perece que ele tinha um plano. Sim! Ele cresceu, evoluindo em diversas ramificações, absorvendo outros pensamentos, lineares e marginais, até se transformar numa estrutura invisível e intocável: uma idéia fixa. Quando percebi, lá estava ele, ainda mais pujante. Burlando formas de defesas mentais. Tentando me convencer a trazê-lo para a existência palpável. Reluto em fazer tal coisa. Mas ele está aqui dentro e grita, canta, dança e reverbera...
 
Janeiro, an0 2000. Não consigo tirar tal idéia da cabeça. Ela está me sobrepujando. Maldito seja o pensamento que iniciou tudo isso...
 
Fevereiro, dia seis. Estou cedendo... Não sei por quanto tempo mais irei aguentar. Esta idéia está tomando forma fora de minha mente. Já posso até vê-la diante de mim, em seu formato final. E é exatamente isso que ela quer, existir fora das sombras mentais que a permeia. Mas não! Ainda existe um pingo de resistência em mim, mas temo pela minha sanidade.
 
Fevereiro, dia vinte e sete. Estou desguarnecido e fui completamente vencido por esta infame idéia perseguidora. Isso só vai ter um fim quando colocar em prática o que ela quer. Que seja! Estou farto... Já visualizei o final sobre várias perspectivas. Vai ser rápido...
 
Março, dia primeiro. Meu suicídio...


Deixe um comentário | | LEIA MAIS...

O primitivo




Dentro de eu, uma dói amuado mim faz ser. E esta ser são ser como um nada; e nada é como mim, de pronto. As falas de boca de iguais a eu é escuta: não ser nada. Mas mim sente, nada é como mim em luas todas que se vem clareando. Essa Dói são meu e meus pisadas levam mim até morro alto, crescido de terras de passados nossos. Sem outro igual para ver eu, escutar é preciso falas de cabeça... Mas nada é dito delas e nada é como eu e mim como um nada.
Deixe um comentário | | LEIA MAIS...

A narrativa fantástica na literatura e fora dela

Após algumas considerações concernente o que escrever para postar aqui no blog, e claro, depois de algumas poucas idéias boas e um punhado de outras não tão boas assim... Resolvi escrever esta síntese sobre a narrativa fantástica na literatura e fora dela, por ser um tremendo entusiasta desta corrente. Agora que estas palavras preliminares acabaram, podemos começar...

A narrativa fantástica está presente desde a antiguidade, não de forma escrita, mas sim falada... Quando um evento sem precedentes ocorria, homens arcaicos após dominarem a construção básica das frases se incumbiram de passar o relato do ocorrido a seus semelhantes. E as informações obtidas se espalhavam, ganhando de acordo com quem contava, novas roupagens e variações; em suma, novos elementos se mesclavam a narrativa original do ocorrido. Foi desta forma que as lendas mais famosas que hoje conhecemos nasceram. Tudo por que o uso da hipérbole, algo que é primordial para a narrativa fantástica, já estava presente desde tempos idos. Tal narrativa assim seguiu aparecendo algumas poucas e esparsas vezes em alguns escritos de filósofos da Grécia Antiga e na Idade Média, e somente no século 18 que ela iria se consagrar de uma vez na literatura, isso graças aos escritos de Edgar Allan Poe (1809 – 1849). Este escritor quebrou paradigmas com seus breves e sofisticados contos de horror, juntamente com seus diagnósticos psicológicos que esmiúçavam a alma humana, isso sem falar de sua percepção analítica, que era algo fora do comum.

Daí para cá, a narrativa se tornou parte inerente da literatura ganhando adeptos como Júlio Verne, H. G. Wells, Franz Kafka e muitos mais. E basicamente ela consiste na hipérbole (figura de linguagem que engrandece ou diminui em demasia a verdade das coisas, exagero), neste caso empregada para engrandecer os elementos da narrativa, trazendo realidades surreais e fatores que estão aquém do senso-comum, quebrando assim tudo aquilo que é convencional, ampliando a cosmovisão e imaginação de quem a lê...

Atualmente esta narrativa está presente em tudo. Nos filmes e animes que vemos, em hq’s e mangás, em músicas, em comerciais, em “causos” interioranos sobre aparições, casos atuais de lendas urbanas, etc. Na literatura moderna ela esta presente em livros como A cabana, A batalha do apocalipse e até mesmo nos livros da série Crepúsculo, isso só para citar alguns...


Como você pode notar, a narrativa fantástica está presente não só na literatura, mas em tudo aquilo que permeia o homem desde épocas remotas, fazendo hoje, parte intrínseca de tudo o que vemos, lemos e ouvimos...
Deixe um comentário (2) | | LEIA MAIS...

Providência


Um homem caminhava errante em uma longa estrada do Líbano...

Suas pernas tremulavam e sua garganta estava seca. Vertigens somada ao cansaço e fraqueza fizeram com que o mesmo sucumbisse.

E ali, sob calor do sol escaldante rolava de um lado a outro delirando e clamando por água.

Um outro homem estava vindo e trazia consigo dois cantis de água. Ao chegar diante do moribundo, pensou: "Não posso dar-lhe de beber, pois certamente esvaziaria um cantil e o caminho é longo e certamente me faltaria." Ele deu de ombros e seguiu avante...

Momentos depois um viajante se aproximou e escutou o moribundo pedir, com voz quase inaudível, por água.

O viajante tinha apenas um cantil, então proferiu: "Pobre homem... Dar-te-ei do meu cantil para beber e mesmo que o esvazie, não me abalarei pois creio na Providência." E deu ao homem que bebeu insaciavelmente. Passou mais um tempo até que o homem se restabelecesse e o viajante resolveu o ajudar a caminhar, deixando que o mesmo se apoiasse em seu ombro.

Mas as horas se passaram e o sol implacável os castigavam deixando ambos sedentos e exauridos.

Em dado momento avistaram um outro homem caído no chão, logo, se achegando, constataram que o homem estava morto, sem causa aparente.

E para a salvação dos dois, aquele homem trazia dois cantis cheio de água.

Ele era o mesmo que passou outrora... Aquele que não quis dividir o que tinha...
Deixe um comentário | | LEIA MAIS...

O remanescente



Crepúsculo...
 
Principiava-se a noite de um dia terrível. Expectorava sangue... A dor era ainda maior agora que meu corpo esfriou, fazendo-me respirar com dificuldade sufocadora. Meu ombro destro, varado por um disparo inimigo; doía, ardia, sangrava...
 
Meu uniforme estava em frangalhos. Eu todo era só andrajos; reflexo muito desfocado de um homem. Foram dias alucinantes... Eu suava muito. Tremia. Tossia. Tentando produzir saliva para banhar minha garganta seca. Quente. Minha metralhadora ainda estava quente. Sim. Os últimos disparos foram feitos há pouco.
 
Quantos matei com ela hoje? Dezenas, possivelmente.
 
Adiante, por sobre o corpo de um de meus compatriotas, a bandeira de minha nação permanece como uma mortalha. Eu me aproximo do cadáver, pego a mesma e penso: “A estrela de Davi está ensangüentada...”
Carrego-a em minha mão esquerda. Venta, mas ela não tremula, pois suas extremidades estão cobertas de sangue. Sangue esse que por milênios caiu sobre esta terra sagrada. A mesma terra que outrora colhia o sangue dos profetas, a mesma terra que guarda os restos mortais de nossos patriarcas.
 
Tento descer uma pequena escarpa escorregadia, mas cambaleio. Retomando de volta minha compostura ou o mais perto que pude chegar disso, prossigo com a bandeira em riste por entre centenas de corpos enrijecidos e alvejados... Corpos de amigos e inimigos... Todos ali jogados sem fôlego de vida. A atmosfera da morte oprime ainda mais meu coração...
 
Mas ainda existo. Um dentre centenas.
 
Vivo. Moribundo, é certo.
 
E choro, por todos aqui caídos...

Deixe um comentário | | LEIA MAIS...

Fragmentos


Oh céus! Olhai por mim enquanto brada minha angústia. Valei-me nesta hora tão aflita onde a noite malévola tráz consigo açoites. 
Ó tristeza dolorosa e fugaz que oprime meu coração fazendo-o em mil pedaços...
Nunca ei de juntar seus fragmentos e fazer deles um novo coração.
Pois se pudesse de novo montá-lo, despedaçaria novamente e de volta tornariam-se fragmentos...

Deixe um comentário | | LEIA MAIS...

Nippop 2011



Então... Faz já alguns meses desde a última edição do Nippop 2011, um dos melhores eventos capixaba sobre animes, cultura japonesa e mundo pop. E na semana posterior ao evento, lembro-me que escrevi uma postagem sobre o mesmo, postando também algumas fotos que tiramos... Só não consigo me recordar porque decidi excluir o post ( lapsos de memória, normal... ). Foi um dia memorável, e por conta disso, vale o registro uma vez mais...
 
A festança ocorreu nos dia 27 e 28 de Agosto, no Clube Saldanha Da Gama, na avenida Beira Mar aqui em Vitória. No primeiro dia, Jonas-san, Willian-kun e eu estivemos por lá. No segundo dia do evento apenas Willian-kun e eu pudemos ir. Em sua quarta edição, o evento visa fortalecer a conexão entre os jovens e a sabedoria oriental, trazendo entretenimento, cultura, boas horas de lazer e confraternização. Com atrações várias, como stands, cosplayers, torneios, quiz, concursos, games, música e karaoke; o evento vem se consagrando como um dos melhores em nossa terra.

Abaixo, segue algumas fotos das diversas que tiramos lá...













Deixe um comentário | | LEIA MAIS...

3 Cruzes



Empolgado com o retorno da banda de Punk Rock 3 Cruzes, onde sou vocalista, guitarra base e compositor; decidi escrever este post traçando (uma breve e cheia de cortes) linha do tempo com a nossa trajetória...
O desejo de formar uma banda era antigo e já enraizado em minha adolescência, entretanto, a coisa só começou a andar em 2000, quando, depois de várias conversas com Thiago Botelho sobre músicas, bandas e blablabla; decidimos formar a nossa juntamente com um amigo de infância meu. O nome era Membrana Mucosa, em alusão a banda homônima que o personagem John Constantine tinha em sua juventude. Tocaríamos inicialmente covers, mas nunca chegamos a nos apresentar em público (sequer ensaiamos)...




Dois anos depois, após escrever duas dezenas de composições, nós criamos a Conclamação. Nesse ponto, começamos a ter novas perspectivas, pois começamos a fazer shows regularmente adquirindo assim experiência e presença de palco. A conclamação seguiu assim até 2004, quando, por um motivo que não me lembro, acabou...



Contudo, no mesmo ano, formamos a Ex Toto Corde onde conseguimos fazer um som ainda melhor; decorrente isso, conquistamos mais fãs e garantimos apresentações em diversos lugares. Nossa notoriedade cresceu ainda mais com composições que falavam de crise existêncial, abandono, rejeição e esperança.


A Ex Toto Corde durou até o início de 2006 que quando acabou devido a uma confusão interna.


Ressabiado, decidi não mais integrar uma banda até que Fellipe Levi, que também participou da Conclamação e Ex Toto Corde, conseguiu me dobrar convencendo-me a voltar a tocar e cantar e ali nasceu mais uma banda, a Impacto Crucial, mas outros dissabores fizeram com que desistissemos.




No final de 2006 eu já contava com quase 100 composições, procurei Thiago e formamos a 3 Cruzes. No princípio de 2007, começamos a ensaiar novas músicas e mudamos um pouco nosso estilo musical. Nossos antigos fãs, aqueles que curtiam as bandas anteriores aprovaram o som. Após gravar as músicas no estudio e ver a aceitação de quem ainda não tinha escutado, uma vez mais sentimos o gosto do reconhecimento e notoriedade. De todos esse anos em que estivemos trabalhando com a música, 2007 foi o melhor, mais saudoso e recompensador; fazíamos shows com uma frequência maior, festivais, bares e praças, criando importantes conexões com bandas, músicos, pessoas e fãs.




Em 2008 a banda encostou e meses depois acabou silenciosamente no descaso formado por conta de nossas responsabilidades diárias...


Recentemente, depois de muito confabular com Thiago, Daniel e Joffson; decidimos voltar. Não sabemos até quando vai durar, mas sabemos que vai ser muito divertido poder tocar juntos novamente.




Deixe um comentário | | LEIA MAIS...

Casuais ironias


Outrora, uma borboleta repousava sobre o galho de uma árvore. E neste mesmo galho passava uma lagartixa.

Então, a borboleta disse...

---Ei, ser ignóbil e rastejante. não vê que atrapalha o meu descanso. Vai-te daqui. Favoreça-me com sua ausência

E a lagartixa passou o mais rápido que pode...

---É, sobremodo, muito lerdo. Deixarei este lugar e voarei para outro, onde sua presença repulsiva não possa me incomodar... E voou.

A lagartixa suspirou e disse: "Quão pobre miserável sou eu...". E adormeceu.
Um casulo foi se fornando em torno dela até se tornar totalmente em um invólucro. Se passaram alguns dias...
Quando ela rompeu a estrutura que a revolvia, ressurgiu como uma das mais belas borboletas.

E voou, estupefata com a metamorfose. Sobrevoou os campos e planícies. Sobre o bosque. Sobre o vale.

Até que em algum dia ela encontrou, agonizando em uma poça de lama, a borbleta que a humilhou.

---O que lhe aconteceu? Perguntou ela.

---Estava contemplando minha beleza refletida no rio, quando imóvel em meu estupor, não notei que uma garça havia se aproximado. Ela me atacou, mas consegui fugir. Porém, os ferimentos foram letais... Disse, aos espasmos, a moribunda.

---Você foi capturada em sua própria soberba. Eu fui a lagartixa que dias atráz humilhara, lembra-te? Agora sou como você, mas vivo...

E voou dali, desejando poder ter feito alguma coisa para salvá-la.

Deixe um comentário | | LEIA MAIS...

O pensamento criativo



A voz é o veículo pelo qual o homem se comunica com outrém. E sem expressão vocal não haveria comunicação verbal. O pensamento, por sua vez, é a voz mental do homem, fonte de sua comunicação com seu "eu" interior. Sem expressão mental, não haveria sequer resquícios de racionalidade e o homem seria movido apenas impulsos e instintos; os mesmos que regem o mundo animal...

O pensamento é o elemento que joga luz a este mundo, ora fascinante, ora sombrio, que nos distingue e acentua nosso status na Criação e como disse Pascal ... "O pensamento faz a grandeza do homem."

Mas o que é o pensamento propriamente dito?

É o ato ou o efeito de pensar. E pensar é formar ou combimar na mente ideias.

Logo, o pensamento nasce, toma forma e expressão para depois se concatenar com outros pensamentos lineares ou marginais, formando ao final a ideia, que é a base do pensamento criativo.

A ideia é uma representação mental ou abstrata de algo concernente ao que estamos pensando. Ela é o elemento em que aparecem condensados os poderes de reflexão do pensamento.

Daí então, temos duas definições:

1) O que é apreênsível nas coisas, pelo pensamento (a forma, a espécie, a natureza, a essência); enfim.

2) Os objetos do pensamento enquanto pensados.

Portanto, a ideia é o pensamento se expandindo inexorávelmente.

Ao pesquisar sobre a etmologia da palavra "pensamento", descobri que ela é composta da junção de duas palavras em latim, que são "pensare" e "mentu".

A primeira significa pensar, obviamente. A segunda significa ação. Logo, temos a possível tradução: ação de pensar. E ação é, dentre outras coisas, a manifestação de alguma força, de um agente; consequentemente, o pensamento é uma manifestação (manifesto-ação) consciente que faz o homem de fato existir, tendo uma noção completa dessa existência. Exatamente como disse Descartes... "Penso, logo existo!"

Dividi o pensamento/ideia em três partes intrínsecas, totalmente relacionáveis entre sí, numa tri-unidade necessária para o desenvolvimento do mesmo. Que se entende em ordem crescente, em estágios definidos em:

1) Sinopse linear.

2) Ideia e composição.

3) Conclusão mutável.

Isso é o que chamo de teoria Tríplice-una do pensamento/ideia. Com três efeitos em uma só causa.

Agora segue uma breve síntese sobre os três efeitos da causa pensamento/ideia...

Primeiro efeito: Sinopse linear. É a linha que será traçada para o pensamento se desenvolver, sendo basicamente um resumo de uma ideia ainda vaga que precisa se expandir e ordenar-se.

Segundo efeito: Ideia e composição. A ideia propriamente dita nasce, ou seja, é a Sinopse lenear se ampliando e ordenando os princípais pontos do pensamento. é a base do pensamento criativo que está se compondo.

Terceiro efeito: Conclusão mutável. A conclusão do pensamento/ideia é mutável porque com o decorrer do tempo, novas ideias se concatenarão com a ideia inicial, fazendo destarte, com que a conclusão tirada anteriormente esteja sujeita a alterações.

Assim, a luz de novas ideias que se fundem ao pensamento já efetuando ou em andamento, faz com que tenhamos novas conclusões e perspectivas do mesmo.
Deixe um comentário | | LEIA MAIS...

Trilhando através de mundos


  
*Texto extraído do meu livro "O cabalista".

Outrora, uma ínfima essência foi lançada da Fonte Suprema para os mundos da Criação... E tal essência deveria percorrer as dez Sefhirots partindo de Atzilut, o mundo das emanações, até Assiáh, o mundo das ações; o nosso mundo propriamente dito. O tempo em que ela foi lançada da Fonte não se sabe, tampouco o tempo que levou para percorrer a senda de cada Sefhiráh. Na verdade, isso não importava, pois ela estava acabando de deixar Ietzirah, o mundo das formações, para se manifestar no nosso mundo e experimentar a última Sefhiráh, Malchut.
Todavia, no mundo das ações, a essência precisaria passar por um aprendizado para ganhar sua Neshamáh, a alma superior. Precisaria aprender que entre os três mundos anteriores que passou, as ações neste, são manifestas de forma diferente por ser o mundo mais distante da Fonte e que para executar a missão que fora incumbida precisaria se tornar um de nós. Decerto que a Fonte poderia de imediato lhe dar uma matéria e fazer dela um ser proficiente, mas que graça teria nisso, não é? Assim a Fonte escolheu uma grande metrópole, uma avenida movimentada e uma loja renomada; ali, por detrás das vitrines havia dez manequins, uns com feições masculinas e outros com formas femininas. A Entidade optou por um com aparência de homem e o processo miraculoso teve início...

                                                                        
Uma substância instável e sedimentar começou a se dispor em ordem crescente, maleável, dúctil. Quando a massa se consolidou em uma matéria pastosa e indefinida, uma onda de consciência repentina se dispersou entre recônditos ainda inacabados, caindo após em falésias negras. Texturas lívidas vieram em seguida formando estruturas e recôncavos, possibilitando assim o posterior desempenho das funções primais e complexas do cérebro.     Septos causavam divisões inalteráveis, a psique estava se formando. Contudo, faltavam elementos para formar um conjunto harmonioso e assim, nacos indeléveis de percepções de agruparam como um todo e o contexto extrínseco que chamamos de realidade se estabeleceu. Invariavelmente, informações exteriores foram sugadas por um vórtice mental e divididas tematicamente por faculdades analíticas que as indexavam. Conhecimentos se aglomeravam arquitetando o intelecto. Um pulso repentino de Consciência se alastrou e os funcionamentos inerentes palpitaram. Um segundo pulso e um fluxo intangível desbravou áreas encéfalas com alarido.
Um terceiro pulso e definitivamente a Consciência rompeu o invólucro da inexistência e com primazia, a noção de realidade foi adicionada a ela. Em seguida veio o aprendizado. Disposto isso, surgiu uma teia de linhas aleatórias e um pensamento nasceu ainda fraco, mas coerente. Tomando uma dessas linhas, o pensamento seguiu um percurso até reverberar destoante em um manifesto de estupor e duvidas: ´´O que sou eu?´´

Esta indagação gerou o sentimento de individualidade que se concatenou com outros pensamentos lineares forçando um raciocínio. Entrementes, não houve elucidação e a falta de resposta aparente criou mais questionamento e sua cosmovisão interna oscilou. Entretanto, um aparelho auditivo estava se desenvolvendo e ao longe a consciência recebeu de forma vaga, pautas sonoras, escutando sons e ruídos emaranhados difíceis de discernir. Com o tempo transcorrendo, a audição foi se aprimorando trazendo novas perspectivas e a ânsia de conhecer e explorar novas sensações cresceu, juntamente com a curiosidade instigada. Memorizando sons dissonantes e vozes tonitruantes, novas palavras foram se fundindo ao seu vocabulário. Ela escutou uma canção distante e estremeceu, sua primeira emoção surgiu. Súbito, ela começou a contemplar formas incertas e mosaicas, desfocadas e borradas com amarantos negros. Inundada por este vislumbre fracional, a consciência desejou ver mais, então, um novo clarão refulgiu piscando até a imagem se estabelecer finalmente. Contudo, embaçada e mesmerizada. E assim, observando os borrões se esvaecerem nas extremidades, as bordas começaram a se limpar e o centro, onde a visão era mais precária, começou a se desdobrar como losangos de origames em movimentos circulares. Os fatores visíveis iam entrando em foco gradativamente...

Quando as tonalidades vieram em explosões multicoloridas, a fascinação sobreveio mesclando novas emoções a sentimentos já concebidos. Uma sorção contínua de regozijo se esparramou por entre os sentidos e o deslumbre alcançou o clímax quando a consciência contemplou o mundo através do vidro da vitrine. Foi esse o momento que ela se lembrou quem era e o que viera fazer em Assiáh.
Deixe um comentário | | LEIA MAIS...

Outrora

Texto escrito em 2003 em meio a uma crise existêncial 

Mais uma noite em claro. Uma daquelas tão terríveis que somente o sono poderia aplacar. Mas já não faz tanta diferença, me acostumei a velar em vão pelo alvorecer. Infelizmente, assim tem sido por já inúmeras noites. Onde anseio ver (quem sabe) no mais longínquo dos sonhos paisagens maravilhosas que eleve minha alma perturbada a um estado mais tolerável...

Ah! Os passarinhos começaram a cantar. Suas variações de melodias e tons, de pronto, me causam algum conforto.      
E assim testemunho a chegada de um novo dia e o sol vai nascer a qualquer momento. Queria poder contemplá-lo, mas daqui de onde estou só vejo casas e mais casas; lá no fundo alguns montes em contornos desfocados, sem nenhuma simetria e só.

Sinto um pouco de paz agora...

Mas não será isso que me mantém desperto? A sensação fugidia de paz que o dia frenético e turbulento não pode me proporcionar e que julgo encontrar numa madrugada?

Francamente, eu não sei ao certo.

Mas seja lá o que for, esta não é a paz que tanto procuro; efêmera, transitória. Mas sim uma paz que perdure e que o mais transtornado dos dias não possa subjugar.
Tal coisa, agora sei, encontrarei em Deus que é a fonte suprema de paz e amor.

Mas basta de lamúrias e divagações, o sono me veio, devo agarrá-lo agora e dormir...
Deixe um comentário | | LEIA MAIS...

ASSUNTOS

Contos (29) Cotidiano (28) Espiritualidade (15) Dualidade (13) Memórias (13) Espiritualista (11) Qabalah (11) O bem e o mal (10) Vida (10) Deuses e Deusas (9) Livros (9) Bíblia (8) Esoterismo (8) Literatura (8) Caminho do Mago (7) Diversos (7) Deus (6) ET's (6) Judaísmo (6) Magia (6) Opinião (6) Amor (5) Espiritismo (5) Estudos (5) Política (5) Relatos (5) Religião (5) Tanach (5) Torá (5) UFO (5) Aliens (4) Caridade (4) Dicas de escrita (4) Divindades (4) Experiências (4) Extraterrestre (4) Falas de Cabeça (4) OVNI (4) RPG (4) Ufologia (4) Universo (4) Alienígenas (3) Atos de Bondade (3) Brasília (3) Desenhos (3) Encorajamento (3) Espíritos (3) Iniciações (3) Jesus (3) Judeus (3) Kuan Yin (3) Microcontos (3) Miscelânea (3) Misticismo (3) Música (3) Obsessores (3) Ocultismo (3) Redes Sociais (3) Reiki (3) Resenhas (3) Sananda (3) Sistemas (3) Tarot (3) Teorias (3) Trechos de meus livros (3) Abdução (2) Alan Moore (2) Alma (2) Apócrifos (2) Astronomia (2) Cabala (2) Cristianismo (2) Cura (2) Depoimentos (2) Despertar (2) Draconianos (2) ES (2) Ego (2) Energias (2) Facebook (2) Games (2) Gnose (2) Gnosticismo (2) HQ's (2) Iluminação (2) Intra terrestre (2) Lúcifer (2) Novo Testamento (2) RPG Text (2) Reencarnação (2) Reptilianos (2) Rotina de Escritor (2) Sociedade (2) Tempo/Espaço (2) Umbanda (2) Vitória (2) Xamanismo (2) Afins (1) Anjos (1) Anunnaki (1) Aparições (1) Arcanorum (1) Buda (1) Canalização (1) Chupacabra (1) Ciência (1) Constelação (1) Criador Primordial (1) Cursos (1) Deus bíblico (1) Deuses Solares (1) Devas (1) Dogmas (1) Egito (1) Enlil e Enki (1) Estrelas (1) Filosofia (1) Fotografias (1) Fraternidade (1) Galáxias (1) Geek (1) Geneticismo (1) Governo Oculto (1) Hebraico (1) Hermetismo (1) Hinduísmo (1) Hórus (1) ICAR (1) Javé (1) Jogo (1) Karma (1) Latim (1) Leis (1) Leitura (1) Mago (1) Matrix (1) Mistérios (1) Mito do Messias (1) Mitra (1) Monstro do Pântano (1) Mídias (1) Nag Hammadi (1) Naves (1) Nerd (1) Nerdices (1) Planetas (1) Pop Magick (1) Psicanálise (1) Realidade (1) Rituais (1) Sabedoria (1) Satan (1) Saúde (1) Shedim (1) Sigilos (1) Sumérios (1) Séries (1) Símbolos (1) Teologia (1) Teorias da Conspiração (1) Thoth (1) Tikkun (1) Transição Planetária (1) Via Láctea (1) Zohar (1) Órion (1)
 
Copyright © 2011. Veda1982 . Todos os direitos reservados.