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""O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.""

O relato de Osmundo

Um amigo meu me contou esta experiência. Vivida por seu avô, um marinheiro há muito tempo atrás. Ele não escutara diretamente do mesmo já que este morrera antes dele nascer. Mas escutou inúmeras vezes de sua Avó que sempre fazia questão de frisar que era exatamente assim que ele relatava para ela...



O nome dele era Osmundo. E como todo bom marinheiro passava mais tempo no mar do que em terra. Um dia, resolveram ancorar próximo a uma ilha. Tudo normal até então. Mas quando a noite caiu à tripulação começou a escutar um alarido de vozes em cânticos e clamores indistinguíveis com batucadas de tambores provenientes da ilha. Então verificaram que formas que lhe pareciam humanas dançavam ao redor de uma fogueira. E entrando em consenso, acharam que se tratava de nativos que habitavam a ilha. Foram dormir. 

No dia seguinte resolveram partir em uma expedição para a mesma, pisar um pouco na terra e quem sabe confraternizar com seus supostos habitantes. Alguns se muniram de armas por precaução e outros levavam presentes para dar aos nativos e assim ganhar a afeição deles e isso também demonstraria que vieram em paz. Então, içaram ao mar o pequeno barco para salvamento e exploração e remaram até a ilha...

Finalmente um pouco de terra, exclamavam alguns pisando e sentindo o solo com pés descalços, outros correram para pegar algumas frutas e os mais sensíveis devem ter sentido que algo estava errado com aquele lugar. Passado as primeiras impressões e aquele momento de recém chegada resolveram procurar por alguém, visto que na noite anterior parecia estar acontecendo uma festa ou ritual ali mesmo. Andaram e andaram. Nada e nem ninguém! Não satisfeitos andaram mais um pouco e nem sinal ou um rastro. Nenhum sequer. Nem de festa, nem de ritual, nem do que sobrou da fogueira, nada, nenhuma pegada que denunciasse a presença de vida inteligente naquele lugar.

Ressabiados, voltaram para a embarcação. E o assunto não podia ser outro: como pode a ilha em uma noite estar cheia de vida e no dia seguinte vazia? E a cena ao redor da fogueira não fora vislumbrada por uma ou duas pessoas. Foi por toda a tripulação! Todos viram e ouviram ao longe.
Ainda ancorados no mesmo local a noite caiu uma vez mais.

E novamente toda a fenomenologia da noite anterior aconteceu. As vozes, os cânticos, os clamores e os tambores. A fogueira ardendo com silhuetas dançantes a circular ela. Não podia ser! Mas estava acontecendo de novo. E uns embasbacados diziam para o outro: Você está vendo né? Está vendo o que estou vendo? Tá vendo mesmo? Tem certeza? Etc...

Os que conseguiram dormir aquela noite dormiram e os que não conseguiram estavam loucos para sair dali. Dessa vez não haveria uma nova expedição pela ilha, pois temiam que algo de muito ruim lhes acontecesse. Então partiram dali e nunca mais viram a tal ilha de novo.
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Sobre Buda


Aos 29 anos e pela primeira vez ele saiu do palácio. Contrariando a proibição do pai foi ver o mundo que nunca dantes pode... Do outro lado dos muros, na senda dificultosa dos pobres e rejeitados ele viu um velho,  um homem doente e um cadáver em decomposição. Todavia, depois destas tristes impressões do mundo real ele avistou um asceta com o semblante cheio de pura alegria. E então percebeu que uma vida de riqueza, poder e prazeres é uma existência vazia e sem sentido e logo se perguntou: haverá algo que transcenda a velhice, a doença e a morte?  E ele sentiu uma enorme compaixão pela humanidade e o chamado para livrá-la do sofrimento o alcançou e ele o ouviu. Na mesma noite ele renunciou sua vida de príncipe e partiu para uma vida de andarilho rumo a iluminação. O Buda, o iluminado, estava começando a despertar dentro dele...

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Magia não tem cor




Magia não tem cor. Magia é magia. E de novo, é incolor. Não sendo branca nem negra. Entretanto, essas nomenclaturas são usadas para definir as intenções de quem faz uso dela para o bem ou para o mal. Em termos bem simples, sem muito misticismo, o ato da caridade (por exemplo) gera uma energia benéfica que pode reverberar no Cosmo e criar ondas de bondade no mundo, voltando até você como retribuição na forma de mais bondade (colhes o que planta). E isso é magia? Também! De uma forma natural. A magia boa, branca e genuína ...


Agora, se você está revoltado com alguém a ponto de desejar que ela se "lasque", novamente você não escapa de estar se valendo de magia, só que nesse caso negativa, negra e prejudicial. E que, sim, terá (e voltará com) efeitos maléficos. Portanto, tudo depende de qual intenção você utiliza as energias sutis, naturais e sobrenaturais ao seu dispor e isso irá definir em designação, ação e efeito qual tipo de magia você faz.
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Duas energias


As duas energias primordiais separadas em categorias distintas desde um dos muitos princípios da Criação ainda continuam ampliando seu raio de influência nas pessoas e outras formas de vida/existência.
Você pode definir essas energias como luz e trevas, pode também chama-las de bem e mal e até as graduar como positivo e negativo. Não importa as nomenclaturas elas sempre estiveram em vigência desde que o mundo é mundo. E sempre agimos na ação de uma ou outra.


Estes dois domínios é o que chamamos, também, conscientemente de certo e errado. E não existe uma forma neutra de agir! Uma maneira de ficar indiferente a estas forças. Ou você age ou reage em prol do bem ou a favor do mal e a qualidade e efeito de seus atos serão medidos em menor ou maior grau dentro delas. Tendo isso em mente, a escolha de um lado no exercício diário de seus pensamentos, falas e ações será sempre sua, bem como a responsabilidade do que elas acarretam para um lado ou para o outro.
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Escolhas



Quando você desiste de algo significa que você fez uma escolha. Por exemplo, escolheu um novo caminho abandonando o antigo.


Ou seja, para que novas perspectivas possam advir, as antigas ilusões tem que se desfazer. O velho se vai e o novo chega através de uma decisão.


Decidir ficar e ficando implicar em se manter em uma rotina cíclica e fixa ou escolher ir para se envolver em novos desdobramentos e experiências novas. O poder da escolha pode definir tudo em sua vida.
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Por que escrevo Qabalah ao invés de Cabala?

Existem muitas formas de grafar, traduzir ou transliterar a palavra hebraica
para o português, tais como Qaballah e/ou Qabalah (a que gosto de utilizar) com Q, Kabbalah e/ou Kaballah com K e a mais comum de se ver que é Cabala e/ou Cabalá com C. Eu penso que a forma correta de escrever esta palavra para o português seja com o Q mesmo, mas os equivalentes à letra Kuf para nosso idioma podem ser tanto o Q como o K e cada um escreve como achar mais apropriado.

Entretanto, quando eu escrevo Qabalah estou querendo diferenciar a Qabalah Judaica que é a autêntica Sabedoria das Caba(i)las que existem por aí nos ditos “centros” de estudo por aí afora e pela web adentro que são um amontoado de perversões e misturas nocivas. E este é o motivo principal! Mas também porque acho visualmente mais elegante e denota um certo viés místico.
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Sobre ela, eu e almas gêmeas


Não existe mais a possibilidade de me valer de termos meramente humanos e a arcaísmos de uma linguagem literária refinada para explicar isso... É algo que reside em outra esfera de realidade, estranhamente mais plausível do que todas as tentativas de discernimento disso e daquilo, proferidas, pensadas ou argüidas durante mais de uma década.

Poderíamos então nos vestirmos do arrojo da decisão de buscar uma satisfação para essa questão fora da linearidade cíclica disto que chamamos de realidade? Podemos tentar, já que somos a isto impelidos com uma propulsão tardia como revés da frustração por não haver resposta que nos elucide.

Com o tudo mais esgotado, resta uma última percepção: a idéia transcendental e mística de que estamos apaixonados pela alma um do outro. Talvez seja por isso que o tempo que é algo desta realidade não consiga apagar o que sentimos e pelo modo como sentimos e reagimos a isso. Parece mesmo ser algo de outro mundo, outra realidade ou em um termo mais apropriado; outra dimensão... O macrocosmo espiritual além da vida e da morte, de maneira que das centenas de vezes que disse, cantei e escrevi que te amava estava dizendo que amava sua alma, aquilo que realmente é, sua essência verdadeira momentaneamente presa a este invólucro de carne, músculos e ossos.

Se o amor de alma for eterno, isto explica muita coisa. Você já ouviu falar do conceito de almas gêmeas? Certamente, mas não segundo o Judaísmo, não segundo a Qabalah judaica.

A Qabalah no livro do Zohar diz que no plano espiritual a alma tem ao mesmo tempo uma energia masculina e uma energia feminina e quando uma alma desce para o plano físico para o propósito de correção ela se divide em duas metades, o aspecto masculino se veste em um corpo de homem e o aspecto feminino se veste em um corpo de mulher. E estas duas metades separadas são as almas gêmeas.

Se isto explica nossa situação, se somos metades de uma única alma, por que então não podemos ficar juntos e assim nos completar? Talvez porque tenhamos que obter o mérito para tanto ou quem sabe ainda não seja o tempo determinado pelas Alturas para que isto ocorra (?)...

Eu nem sei mais.
Mas ainda te amo...
Amo a sua alma!

Autor
Veda Syon
(Thomas Aner)

Post Scriptum:

Este texto nasceu em decorrência de uma situação real como última tentativa de tentar explicar um amor que o passar do tempo e a distância não conseguiam apagar. Mas que agora já fora resolvido, pois pelo menos um destas duas pessoas deixou de amar a outra ou pelo menos acha que conseguiu.
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Um bom conselho

O dito popular “se conselho fosse bom não se dava, vendia”, se tornou um mantra contrário na mentalidade dos arrogantes e egocêntricos. Tão cheios de si e afetados que não aceitam nem toleram impressões alheias.

São incapazes de enxergar neles mesmos suas faltas e se alguém “do lado de fora” enxerga traços negativos de sua conduta, não podem sequer ousar tentar lhes mostrar onde erram.

Veja bem, se uma pessoa atina algo em você e te chama em uma conversa privada para te aconselhar na tentativa de lhe mostrar onde está uma característica que pode ser melhorada e trabalhada, além de um conselho de como agir em determinada situação, é para o seu bem. É para te tocar que você pode mudar. É para lhe ajudar. Pois ela viu em ti algo que no momento você está impossibilitado de ver ou não quer ver. Aceitar a impressão ou conselho com humildade e reconhecimento é o primeiro passo para a correção da falha, mas isso, infelizmente é para poucos hoje em dia. Somente aqueles que realmente querem mudar, aqueles que desejam se corrigir para se tornarem pessoas melhores é que o farão adequadamente.

Conselho é bom, sim!

E não se vende.

Se oferece com humildade e simplicidade.

E aceita quem ainda tem um pingo de bom senso e consciência.
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Kli - Um conto cabalista

Em um princípio Ein Sof criou um Kli. Um recipiente. Com uma única vontade, a de receber. E o Santo, Bendito Ele, doou sua Luz, começando assim a preenchê-lo. Com o transcorrer daquilo que só posso aludir com uma nomenclatura temporal e humana, mas que está muito distante absolutamente, daquilo que estamos acostumados a conceber e perceber como medida e contagem de tempo, o Kli começou a sentir seu Criador e conhecer sua Vontade que era diametralmente oposta a sua, pois sendo que enquanto ele possuía o desejo de receber e para além dele não havia sequer qualquer percepção de outra volição ele absorveu da Luz Inefável do Santo a sua Vontade; o desejo de doar.

Agora havia duas vontades no recipiente, dois desejos. Recepção, inerente à sua própria essência e a doação, atributo que absorvera do Criador através da Luz que recebia. Neste ponto, agora conhecedor da propriedade que o trouxera a existência, ele começou a sentir o desejo de doar também. Todavia, para quem ele poderia outorgar esta oferta se tudo o que existia para ele era o Aquilo Infinito que o criara e a si mesmo? E o que ele poderia proporcionar a Vontade Superior?

Destarte, por não poder dar nada ao seu Criador ele se recusou a receber mais, mas sabia que o propósito do Santo e de sua Luz era dar prazer a ele e sabia também que ele fora criado somente para isso, esse era o motivo e sentido de sua existência, receber a Luz. E sem a ela pulsando em átomos de energia cósmica dentro de si ele cessaria de ser...

Como o Kli poderia satisfazer sua vontade de receber sem receber? E como faria para
atender seu desejo de ser como seu Criador em doação?

De modo que algo novo aconteceu. Uma decisão independente da parte dele, uma escolha o impeliu para que ele decidisse receber uma porção da Luz somente para agradar o Santo, Bendito Seja. Logo, à medida que recebia também doava prazer a seu Criador por escolher receber.
Logo, o vaso, cuja única e intrínseca vontade reagia apenas sobre a influência da Luz tem seu primeiro desejo independente. A escolha da recepção do prazer por vontade própria e não pela Vontade do Criador, como era originalmente. E isto agora nos permite chamá-lo de “criatura” e/ou “Criação”.

Com efeito, a designação “criatura” se aplica aqui porque o desejo veio verdadeiramente dele, nascendo dentro de si em decorrência da vontade de doar e não vindo diretamente da Luz, quando esta o preenchia sem quaisquer opção e resolução da parte dele. Isto o distinguiu. Ele pode escolher receber de seu Criador quando antes, recebia, mas só porque O mesmo desejava.

Este Kli é a Alma Primordial, Adam Kadmon, o primeiro ser criado pelo Santo dentro de Si Mesmo quando Sua Suprema Vontade decidiu querer compartilhar sua Luz. Pois antes do Kli somente o Eterno Era, pelas Eternidades de Eternidades passadas, permanecendo O mesmo, completamente inexprimível e imutável em sua Santa Essência, sem um princípio onde desde sempre permanece Sendo O Que É. De modo que o desejo de compartilhar demandava uma Concepção, o Pensamento da Criação estava entrando em execução, quando Ele, para Criar removeu uma parte de si mesmo, contraindo sua Infinitude para os lados a fim de que um espaço vazio viesse existir, um lugar que não estivesse saturado de sua Glória para que sua Criação não fosse mergulhada em sua Totalidade e acabasse se anulando em relação a Ele, Louvado Seja. Esta contração do Santo em si mesmo dá-se o nome de Tsimtsum.

O lugar dentro do Único Lugar que É, verdadeiramente existente e real, Ha-makom, estava pronto. Restava agora criar para doar...

E o Kli, a Alma Original, como já mencionado, foi o primeiro ente a ser criado que por não se conter quebrou-se e o resultado foi a Criação de tudo quanto existe.

Continua...
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Fantástica Saga


"E o herói brandiu sua espada uma vez mais. 
O último de todos os confrontos havia começado..."


Prelúdio
Outrora, um jovem escritor de contos fantásticos havia criado um mundo surreal repleto de personagens mais fantásticos ainda. Ele tinha concatenado tudo, mas veio falecer antes de colocar a história no papel. Todavia, os personagens, conceitos, idéias, referências e simbolismos que formavam toda a cosmovisão desta ambientação foram parar no Inconsciente Coletivo, o lugar para onde vão todos os pensamentos, idéias e percepções do mundo real. Lá, todo este universo ganhou autonomia e seus personagens vivem suas próprias vidas e aventuras. Tal lugar ficou conhecido como Orbe de Owen...


Conto-episódio 1
O mundo acima da névoa
Berengere, o menestrel, tocava seu violino de cinco fios de pelos da crina de Calibam na varanda do segundo andar de sua casa flutuante. Era só mais um dos diversos instrumentos que tocava, mas isso era de se esperar já que ele é um menestrel. Fazendo uma escala em dó sustenido ele viu Vigo e Cavil sentados no banco de sicomoro defronte, pareciam animados como sempre...
—Mas quem disse que a Orbe de Owen é redonda? Perguntou Vigo.
—Ora, Ninguém. Presume-se que seja porque orbe significa esfera, globo, etc... Falou Cavil.
—Ah! Mas só por que uma palavra diz que é não quer dizer que seja.
—É, tem isso também.
—Mas que ponto oscilante é este no ar? Curioso, Vigo estendeu sua mão para tocar...
—Vigo, não. Isso é um Transportal Errante.

Mas era tarde. Imediatamente posterior ao toque o transportal se abriu em uma janela multidimensional e sugou Vigo para dentro.

—Por Owen! Berengere, vá buscar sua corda mística, Vigo foi engolido por um T.P.E. Gritou Cavil.
—Por Numen! Um Transportal Errante?
—É. Vai rápido. Temos pouco tempo antes que o mesmo se feche.
—Mas eles são raríssimos por estas bandas.
—Vai logo!

Berengere entrou e saiu com um pedaço de corda velha de aproximadamente dois metros, segurou uma ponta e quando lançou a outra ponta para Cavil ela simplesmente se alongou (também, era uma corda mística e dependendo do mago que a encantou uma dessas pode chegar até mil stanks de distância) Cavil a segurou e amarrou em sua cintura, então gritou:
—Não solte a corda por nada. Pegou sua espada que estava apoiada no banco de sicomoro e pulou para dentro do transportal que já estava se fechando. 

Caiu de pé la dentro, mas perdeu o equilíbrio devido a escuridão que o atingiu em cheio como um golpe de substancia palpável e titubeou. Recobrou a compostura e deu dois puxões na corda mística, seu único elo com sua realidade e sentiu os dois puxões do menestrel em resposta. Com sua espada em riste percebeu que seus olhos se adaptaram um pouco a escuridão de modo que pode enxergar melhor o continuum ao derredor. Era um vazio de imensidão em sépia e de seu solo emanava uma névoa rasteira que chegava até suas coxas e o céu era vermelho, escarlate como sangue fresco.
Não havia sinal de Viggo e ele já ia gritar seu nome quando algo o puxou para baixo, para a névoa.

—Mas o que...? Vigo! Você esta bem? Perguntou Cavil assim que identificou seu amigo.
—Shhh! Fale baixo...
—Por quê? Não há nada aqui.
—Olhe bem ao nosso redor.
Cavil girou o pescoço para um lado e outro, observando atento...
—Por Numem! O que são vocês? Perguntou depois de tentar assimilar o que estava vendo.
—Criaturas rastejantes da bruma. Respondeu uma criatura que mais parecia uma enguia.
—Sim!  Essa é a nomenclatura técnica para eles, mas também são conhecidos como comida de golem. Falou Vigo.
—O que? Existe um golem aqui?
---Ele não pertence a este lugar. Só vem aqui quando sente fome. Pega alguns de nós e depois some pela mesma fenda mágica com a qual viera. Respondeu a criatura.
—Droga! Odeio golens e esse ainda por cima parece ser mágico. Muito bem, não pertencemos a este lugar também e vamos cair fora. Mas vocês já pensaram em lutar contra ele?
—Lutar? Como? Não podemos nos erguer acima da névoa, se fizermos isso morreremos.
—Isso está provado? Já viram alguém morrer assim antes?
—Na verdade não. Mas é isso que diz a lenda e ninguém jamais teve coragem de se levantar. Nem sabemos o que existe lá em cima...
—Sinto por vocês, mas temos que ir. Eles se ergueram e foram rumo ao transportal para o atravessarem de volta, mas algo se manifestou entre o mesmo e eles, bloqueado-os. 
—Mas o que...? Exclamou Cavil antes de ser puxado para baixo junto com Vigo por Eng...
—Silêncio! -Disse Eng sussurrando- É o Golem.
—Porcaria logo agora. Falou Cavil um pouco alto demais.
—Shhhh! Não quero virar comida de Golem. Sou jovem demais morrer. Disse Vigo o repreendendo.
—Bom, não podemos ficar aqui assim não. Já to com dor na coluna de tanto me envergar aqui nessa névoa. Disse nosso herói levantando a cabeça para dar uma olhadela...
—E então, o que viu? Indagou Vigo.
—A criatura mais feia que possa ser vista. Por Owen é mais feio até que o Timbalaum.
—Pelo Numinoso! Então não quero nem ver.
—Eu vi que ele está entre nós e o portal que nos trouxe. Vamos ter que nos arrastar como o eng e seus amigos para próximo do portal e pular.
—Ok, vamos lá.
—Só mais uma olhada, peraí... Opsss! Estamos com sorte! O que nos trouxe aqui foi um TPE2, entrada e saída.
—Um Transportal Errante Duplo? Tem certeza?
—Tenho. Está logo ali, vamos... E pegou não mão de Vigo e correram até o outro portal. O golem os viu e correu atrás deles com uma velocidade acima do normal.
—Vai Vigo, corre, corre!
—Estou correndo!
—Pula! Pula!
Eles pularam para dentro do segundo portal e saíram um pouco mais distante da casa do Menestrel. Cavil se deu conta de que ainda estava com a corda mística amarrada em sua cintura, começou desamarra-lá e gritou para o menestrel que ainda não os tinha visto: Ei Beremgere, pode soltar a corda!
Mas foi tarde demais. Um puxão na corda levou Berengere para dentro do primeiro portal.
—Droga! O golem puxou a corda e arrastou Berengere com ela. Aqui –disse ele dando a ponta da corda para seu amigo- esteja preparado para soltar a corda assim que sairmos. Não podemos deixar que este golem passe para cá. E de novo, nosso herói pulou para dentro da dimensão enevoada das enguias rastejantes.

O Golem estava enforcando o menestrel e ele não pensou duas vezes, se arrojou para cima do monstro e desferiu um golpe teatral, mas foi surpreendido com um contra-ataque e voou para longe.
—Você voltou – falou eng- é bastante corajoso. O golem ainda está aí?
—Levante-se e veja por si mesmo. Retrucou Cavil.
—Eu não posso...
—Você e os de sua espécie vão morrer sem nunca sequer vislumbrar o que há por cima da neblina? 
—Eng pensou por um momento. Tomou coragem e disse: Você está certo! E se ergueu. Imediatamente ele sofreu uma metamorfose para uma aparência mais bonita e alada, muito similar a uma libélula. O golem que também viu a transformação soltou Berengere perplexo e Eng conclamou: Irmãos ergam-se e contemplem o que os espera acima da neblina. E assim as criaturas rastejantes da neblina começaram a se levantar, uma a uma, e a se transformar. Eng olhou para Cavil e disse:
—Obrigado! Agora podemos lutar. E voaram todos para cima do monstro que com um encanto abriu um portal e se jogou nele adentro sumindo na escuridão. Após isso todos os seres, agora voadores, subiram para o céu vermelho, completamente extasiados e embevecidos com as novas possibilidades.
O primeiro transportal havia se fechado assim que o menestrel fora sugado para dentro dele, mas o segundo ainda estava aberto devido a corda mística que ligava as duas realidades.
—Vamos cair fora daqui Berengere. Já te disse que odeio golens?
—Disse sim. Falou ele massageando seu pescoço.
Atravessaram o TPE que imediatamente se fechou atrás deles.
—Ufa, finalmente!  Exclamou Vigo, acrescentando: Diga-me, como foi?
—Vamos contar, mas durante uma boa xícara café. Avisou Cavil.


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A bomba de tempo


—Tome! É uma bomba de tempo. Dez segundos de total paralisação de um ambiente. Use com sabedoria. Me disse o Mago.

Eu preferia ter recebido uma quantia em dinheiro pelo obséquio de lhe carregar todos aqueles livros velhos, estranhos e pesados de seu carro até sua casa: três viagens ao todo! O que diabos eu poderia fazer com uma bomba de tempo? Não que eu acreditasse que funcionaria e não que eu acreditasse que o velho era mesmo um mago, mas essa era a sua fama no bairro e eu cresci escutando isso. Acho que fui condicionado.

O pior era a tal “bomba”. Não parecia em nada! Não como eu estava acostumado a conceber uma. Parecia, sei lá, um coração de boi defumado.

—E como faço para que ela exploda? Puxo um desses tubos que parecem artérias e jogo longe como nos filmes? Falei entrando na brincadeira e o Mago achou graça e sorriu, depois disse...
—Isso seria uma granada, você quer dizer. Mas não é tão simples assim. Primeiro você deve escrever o número 10 e o seu nome em um pedaço qualquer de papel, mas cuide para que as letras e números fiquem bem legíveis. Depois cole com seu próprio cuspe o papel na bomba. E finalmente para que ela exploda você deve dizer a frase: actio nullitatis tempus. E pronto, ela irá explodir e parar o tempo por 10 segundos.
 —Hmm... Acho que o número 10 no papel se refere a quantidades de segundos, não é? Mas por que devo escrever o meu nome e por que colar com meu cuspe? Indaguei.
—Quanto ao número você está certo. Escrever seu nome no papel lhe garantirá imunidade quando o artefato explodir e o seu cuspe fará o elo com seu nome para garantir que você não seja afetado.
—Caramba! E essa frase aí que o senhor disse? Como é que é mesmo?
—Actio nullitatis tempus! É latim, significa: ação de nulidade de tempo.
—Actio nullitatis tempus! Repeti para memorizar...

Fui para casa. Jantei e depois fui jogar The Last Of Us no Play 3. Após quase uma hora de jogatina adormeci. Pela manhã peguei o “coração de boi defumado” que o velho dizia ser uma bomba e de tempo ainda por cima e coloquei na mochila. Nem sei por que fiz isso. Talvez para mostrar para alguém, vai saber. Fui para escola. No caminho, do outro lado da rua vi o Josh e gritei seu nome. Mas ele sempre com aqueles fones nos ouvidos escutando Metal Core no volume máximo. Dei de ombros e segui em frente.

Das seis aulas do dia, minha predileta é Filosofia, acho que é porque gosto de “viajar na maionese”, como minha mãe sempre fala; sou assim mesmo. Meio nerd, daqueles de colecionar quadrinhos e bonecos da DC e Marvel. O caminho de volta pra casa. O mesmo percurso de sempre elá estava o Josh há uns 8o metros a minha frente. Os fones de ouvidos enfiados nas orelhas, talvez escutando Four Letter Lie, sua banda favorita no momento. Vai acabar ficando surdo...
“Mas o que?” Ele está atravessando a avenida no sinal verde. Maluco! Droga! E aquele caminhão vindo a toda pra cima dele...
—Josh! Grito, mas ele não escuta. E o caminhão mais perto, putz. Mesmo se eu correr não vou chegar a tempo, não com essa distância. Se ao menos... Peraí. A bomba de tempo! Será mesmo verdade? Hora ideal para testar. Tiro a bomba da mochila o mais rápido que consigo, rasgo um pedaço de folha do meu surrado caderno de 20 matérias e pego uma caneta. Escrevo o algarismo 10 e o meu nome: Leonard. Cuspo atrás e colo na bomba. O caminhão ainda mais perto e ziguezagueando, o motorista deve ter bebido todas, cretino!

Eu grito, não me importando seu vou parecer um louco varrido caso não der certo...
—Actio nullitatis tempus! E jogo a bomba dramaticamente como nos filmes de guerra. Ela cai ao longe e estoura em pequenos pedaços de nojeiras gosmentas.

“Não... pode... ser... verdade!”

O tempo parou mesmo! Tudo e todos ao meu redor imóveis feitos pedras. Caramba, velho maluco! Porcaria, é só por dez segundos e já perdi dois por ficar aqui de boca aberta. Começo a correr para salvar o Josh que ficou congelado com um pé no chão e outro suspenso no ar, dando um passo interrompido. O caminhão está a dois metros dele.

7 sengundos...
Estou correndo.

6 segundos...
Correndo feito um louco.

5 segundos...
Largo minha mochila no chão.

4 segundos...
Estou na metade do caminho.

3 segundos...
Corro o mais rápido que achei que poderia correr.

2 segundos...
Só mais um pouco, quase lá.

1 segundo...
Pulo em cima do Josh com tudo e enquanto estamos voando em queda, tudo volta ao normal e o caminhão passa como um míssil. Foi por um triz.

—Caramba... Leonard? O que aconteceu? Indagou ele atordoado no chão.
—Vai cara, levanta. Vamos buscar minha mochila lá atrás que te explico. Só faz um favor para você mesmo; use com menos freqüência esses malditos fones.
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Premonições do fim do mundo




Obs: Calma! Leia o post antes de sair por aí me difamando como um falso profeta maluco, (rsrs).

Dia desses eu estava navegando pela Web adentro, clicando de site em site na tentativa de encontrar um bom conteúdo para me deter quando li o título de um post que dizia que o mundo acabaria em 2017. Na hora eu pensei algo como: 
“Mais uma premonição do fim do mundo, aff...”
E também devo ter pensado em algo similar a:
 “Eita! com dia marcado e tudo, aff...”

Com efeito...

Pois o artigo dizia que um grupo religioso dos Estados Unidos havia descoberto a data exata (e não aproximada) do fim do mundo e que tal data estava decodificada na Própria Bíblia e que ninguém havia percebido e blábláblá... De acordo com a interpretação deste grupo, a passagem descrita no livro de Apocalipse, aquela que diz "uma mulher, vestida de sol e com a lua nos pés", é a revelação que no dia 21 de Agosto de 2017 a Terra simplesmente deixará de existir. 

E veja só, como conjecturas como essas ganham adeptos bastante febris, tanto que essa suposição (porque nem posso chamar isso de teoria) ganhou força com a declaração da NASA ao prever que um eclipse solar total vai acontecer no próximo ano, e convenhamos, um eclipse é apenas a lua se colocando na frente do sol em relação a Terra bloqueando momentaneamente a luz solar de incidir sobre a mesma (se bem que uma sombrinha a mais seria muito bom nesse calor que está fazendo aqui em Vitória).

Mas voltemos à suposição (que reluto chamar de teoria) deste grupo...

Eles afirmam que nosso belo planeta haverá de ficar totalmente mergulhado em profunda escuridão e, no dia 21 de agosto de 2017, deixará (simplesmente, sem mais nem menos) de existir. 

Vamos seguindo...

No dia que sucedeu essa minha “descoberta”, eu estava online no Facebook, mais precisamente na página Alan Moore BR e me deparei algo similar dizendo que o mundo deixaria de existir este ano. Dessa vez em uma “profecia” que estava descrita em uma das páginas do título Promethea (do autor mencionado acima) onde no capítulo 12, "The Magic Theater: A Pop Art Happening", em que a deusa/heroína percorre uma caminhada mística pelos Arcanos Maiores do Tarot. E na carta do Julgamento Final, as serpentes do caduceu de Promethea, lhe revelam:

"A Humanidade necessitará de idéias e planos, em algum momento nos próximos vinte anos, quando a vigésima carta for virada, o Aeon, ou Julgamento Final, como é chamada.
Apocalipse, visto como 'Fim do Mundo', precisa apenas de Revelação, no fundo. Nosso Mundo das Idéias, acesso pela informação, brilhante e coeso.
O conhecimento humano parece duplicar, de dois em dois anos, par em par. Nos últimos 24 meses houve avanços mais depressa que em toda a história pregressa.
É dito que por volta de 2017, um segundo valerá quase o dobro, assim se promete. Aqui se fia o tecido da informação. Enquanto é consumida, percebe-se o ponto de ignição.
Os homens julgam a eles mesmos, sob nova iluminação. Se um mundo se quebra, outro alça voo calcado em diferente visão.
Um Aeon consumido por essa chama da Ciência. Das cinzas nas Nova Consciência."

E a carta que vem a seguir é a do Universo que diz: 

"Comemore! Esse o momento antecipado da ascenção da Terra ao sublime principado. A dança eterna da imaginação é a relíquia adornada, herança de toda geração."
Francamente, se eu tivesse que escolher entre as premonições do tal grupo religioso e de Alan Moore através de Promethea, ficaria com Alan Moore, é claro!

Mas me acompanhe só mais um pouco.
Em outra coisa que li dias depois...

Li em algum lugar que a NASA identificou recentemente uma frota alienígena sem precedentes no nosso sistema solar. E que se eles resolverem invadir nosso planeta o resultado disso seria a nossa extinção. E essa invasão está datada para Setembro deste ano, veja só você! 
Sem contar que segundo teorias circundantes por aí, outro advento de possível destruição da Terra seria o acontecimento e resultado final da Terceira guerra Mundial e que segundo o jornal o jornal Daily Star também ocorrerá ou pode ocorrer em setembro deste ano.

Mas enfim, cansei. Obrigado por ter lido até aqui.

P.S.
Existem outros “prenúncios” deste tipo para este ano e ainda mais estão para surgir, mas por enquanto chega de devaneios...

Fontes: Universo Cético, Alan Moore BR, Daily Star

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Quanto custa ser feliz?

*Texto escrito a pedido



O título acima requer uma resposta! E não pretendo responder por todos, pois para alguns "ser feliz" ou felicidade  pode estar atrelado/a a possessão de muitos bens materiais, dinheiro,  amor correspondido, realização profissional, religião, etc, etc. Logo, tendo em conta isso, as respostas podem ser as mais variadas possíveis.


Claro que esses elementos são importantes e realmente podem contribuir para que uma pessoa possa vir a ser feliz, pelo menos até que a satisfação da aquisição de um novo bem passe ou que a pessoa tenha o insight de que dinheiro pouco pode fazer diante do vazio existencial que a domina quando a mágica do ato da compra se esvai e de um ponto a outro a coisa gira e gira em um círculo vicioso. E caindo em si, a ilusão  daquilo que supunha ser felicidade desmorona porquê a autossatisfação, o ego junto a vontade de realizar todos (e somente) seus desejos não lhe é o suficiente para, com efeito, ser feliz.

Mas quanto custa, de fato, ser feliz?


Primeiro precisamos saber que algo que requer um custo, não está necessariamente a venda. Pode custar aprendizado, disciplina, esforço, dedicação, um bom plano de meta, determinação e assim por diante. Não se compra felicidade, se encontra. Não se vende felicidade, se produz. É uma busca, um estado de espírito, uma filosofia de vida. De modo que o custo de ser feliz é "pago" sendo uma boa pessoa, honesta, decente, altruísta. Mais ligado a satisfação dos que lhe rodeiam do que de seu próprio umbigo.


No final ser feliz custa ser gente.


E gente de bem...
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Destino, Acaso ou Deus

A vida e sua cadeia de eventos ou situações entrelaçando e conectando as pessoas...
Ou seria o Destino?
Ou seria o Acaso?
Ou seria Deus?
Na verdade, isso não importa muito. São apenas pontos de vista, noções e percepções diferentes embasadas em crenças ou opiniões, pois o que quer que imagine e/ou pense como motivo integrador que age e contribui para todos os acontecimentos que unem as pessoas em meio a tanto caos e segregação ainda vão continuar ocorrendo.
Mesmo que seja o Destino.
Mesmo que seja o Acaso.
Mesmo que seja Deus.
O que difere é apenas a visão, o modo de enxergar as coisas, bem como as definições e os julgamentos pessoais de cada um.
Vamos sempre continuar ligados uns aos outros nos mais variados laços, e isso é bom. E isso é “ser” humano.
E se para você isso é o Destino, ótimo!
E se isso para outrem for o Acaso, beleza!
E se para algum outro é Deus, perfeito!
E que sigamos unidos em meio a tanta diferença...
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Centelha do Infinito


...e dentro de você a centelha do Infinito pulsa em vibrações cósmicas. A alma santa maculada pelas paixões do invólucro da matéria. Lançada das Alturas Perenes até o mais baixo grau de toda Criação. 

Engessada e quase impossibilitada em seus movimentos graciosos na grande dança da Eternidade. 

E aqui, distante da Fonte cuja  imanência derivou para o ser/existir no continuum ambivalente das dimensões do tempo e do espaço tudo o que mais deseja é logo se desprender das amarras místicas que a mantém atada ao gênero físico que a faz ser humano para o retorno em essência ao seu Fazedor. Bem lá, no Aquilo Infinito...
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Homens como animais

Quando o homem se perde em seus devaneios e vontades rebaixadas,  ele passa a ser vitalizado pelas Klipot (cascas).


Nesta degradada situação sua nefesh (que é o nível mais baixo e comum na hierarquia das almas) que é responsável pela manutenção do corpo e da vida, passará a receber o sustento e a força que a anima do lado negativo.


E neste ponto o homem não é mais homem no sentido original do termo pois perdeu seu Tselem Elokim (imagem de Deus) e seu status na Criação se iguala agora ao de um animal. E para constatar isso basta notar o comportamento (ainda mais bestial e instintivo do que de um animal) de algumas pessoas.


Com efeito, porquê de acordo com o Tanach, as Escrituras Hebraicas o homem foi criado b'tselem Elokim, a imagem de Deus, mas (Deus no livre) isso não se trata de uma representação física, estética, gráfica, fotográfica, antropológica e/ou antropomórfica, de forma alguma, pensar no Criador usando estes termos e definições é totalmente equivocado, pois ele a tudo transcende. Ser criado b'tselem Elokim é mais no sentido de atributos.


Logo, quando o homem se centraliza apenas na satisfação e demanda de seu ego, quando age de maneira inadequada (quase sempre alheio às leis espirituais) ele perde esta benção natural regredindo (ao invés de evoluir) na Criação.
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Caindo para cima


Estou caindo...



Mas para cima.



Contrariando as leis da gravidade.




Eu caí.



Subindo!



E continuo caindo.



(Em elevação)



E estranhamente minha queda não me distancia de ti.



Mas aproxima-me...



Pela tua graça e misericórdia.




Toda vez que me arrependo...
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Aprovação de Deus no amor


Quando o amor nasce entre duas pessoas o mundo parece ficar mais bonito e tolerável, com muito mais cores e sentidos. Mágico mesmo, para usar um termo mais fantástico.


Todavia, algo que muito me incomoda e pode promover (devido a tolice de alguns) o término de um relacionamento promissor, é quando em um ambiente religioso qualquer, duas pessoas decidem "orar" para D'us confirmar se sua relação é de Sua Vontade. Quanta bobagem! Veja bem, o amor genuíno já é motivo mais que suficiente para unir quaisquer pessoa uma à outra (nada contra, as pessoas fazem o que querem com sua vida, mas aqui me refiro a uma relação entre homem e mulher, o que ficará claro com a passagem da Torá citada abaixo).


O passuk/verso de Bereshit/Gênesis  2: 24 é explicito em sua afirmação: "Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois numa só carne."
A última parte deste verso anunciando que serão como uma unidade alude ao amor e quando há este sentimento a união de um casal é automaticamente abençoada pelos Céus.


De maneira que tendo/sentindo amor por uma pessoa e sobretudo se essa pessoa te corresponder já é o aval necessário para seguir adiante em um compromisso. Portanto, existindo o amor, Deus já se "agrada" e já "confirma", por assim dizer, uma relação.
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Caminhos para o Criador

Um antigo provérbio sufi diz: "Existem tantos caminhos para o Eterno quantas almas há na Terra."


E com efeito, as palavras contidas nesta frase, são verdadeiras e demonstram que as trilhas pelos quais levamos nossas vidas (com excessão do caminho da perversidade), no final, irão nos levar ao Criador.
Ele, abençoado seja, é o nosso ponto de partida e como em um ciclo cósmico, que gira e gira em torno de um eixo invisível, nosso ponto de chegada. Nós, em nossa viagem pela existência física (e transcendental, quando partirmos deste plano) viemos d'Ele e para Ele retornaremos bem como está registrado em Cohelet/Eclesiastes 12: 7: "e o pó volte a terra, como era. E o espírito volte ao Eterno, que o deu."


Veja bem, você pode seguir pelo caminho que escolher e eu em um caminho totalmente adverso ao seu e assim vamos adiante na efêmera senda da vida (física). Mas no final, tanto o caminho que escolheu bem como o caminho que eu escolhi nos levarão a Ele. Pois a Fonte Suprema doadora, criadora e mantenedora de todas as múltiplas formas de existência das mais sublimes e etéreas até as mais rebaixadas e microscópicas formas de vida é a força motriz que a tudo vivifica lançando as centelhas ou faíscas de sua Sagrada Luz e as recolhendo em seu devido tempo.


Pois, tudo é energia doada e espalhada  com seus determinados propósitos e quando essa centelha cumpre seu propósito ela retorna para se unir novamente a Fonte.
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Crianças como adultos

Numa sociedade tão adoecida como a nossa. Em uma cultura tão permissiva e liberal como a nossa. Não é de admirar vermos por aí, pré-adolescentes e adolescentes de 11, 12, 13 ou 14 anos achando que sabem alguma coisa da vida e do amor.


Como pode uma criança em fase de crescimento, ainda longe da transição da juventude para uma vida adulta, julgar que sabe mais do mundo e das coisas mundo do que um adulto? Como eu disse só em uma sociedade como a nossa, só em um país como o nosso, só aqui no ocidente mesmo e indo mais além, são elementos como esses que justificam também a posição de uma nação no setor denominado Terceiro Mundo.


Seria o boom da tecnologia junto à internet móvel e facilmente acessível em qualquer lugar somada a facilidade de obter informações e conhecimentos que contribuiu para isso? Para essa “maturidade” precoce? Infelizmente em muitos poucos casos isso se aplica. Pois ao invés de uma navegação sadia e instrutiva na Web, nossas crianças são doutrinadas a se imbecilizar efetuando downloads de músicas fúteis, se aventurando em sites indevidos e/ou assistindo palhaços youtubeanos. Uma lástima!


Como é possível que os valores tenham mudado tanto em tão pouco tempo? Se a uma geração atrás, eu, por exemplo, estava lendo quadrinhos (e aprendi muita coisa boa com isso), jogando pelada na rua com os dedões estourados, desafiando meus amigos em partidas emocionantes de bolinhas de gude a vera, soltando pipas ou catrecos nas lages (o que não recomendo pois, de tanto se olhar para cima, há um grande risco de queda ) e jogando em consoles de 16 bits, como o Super Nintendo e o Mega Drive, e essa era a coisa mais tecnológica que crianças da minha época faziam.


Bem, ainda estamos racionalizando as respostas para essa e outras questões...
Enquanto isso nossas crianças desperdiçam aquilo que possivelmente será a fase mais importante de suas vidas.


E na medida em que o tempo for transcorrendo, verão que ser adulto com toda a gama de responsabilidades e demandas que isso acarreta, não é lá tão “legal” assim e sentirão saudades da época de sua infância com nostalgia esmagadora. Portanto, desfrutem enquanto ainda podem, sejam crianças, sejam adolescentes e pré-adolescentes sadios, inteligentes e naturalmente divertidos e somente -repito- somente quando a hora chegar sejam adultos.
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Dorme em paz criança

O mundo visto através dos seus olhos deve ser muito mais bonito.


Pois na sua inocência ainda não enxerga o que é que há por detrás de cada intenção, de cada sorriso e de cada olhar...


Ainda permanece imaculada, intocada sob o véu da infância e protegida dos horrores externos.


A única coisa que pode te incomodar são alguns pesadelos passageiros, mas estou aqui velando seu sono caso acorde com medo.


Portanto...


Dorme em paz criança.
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Mentiras como verdades

Existem uma série de mentiras universais que circulam há muito no mundo como verdades absolutas.


E a percepção de quem tem uma mentira como verdade é a certeza de que ela é muito real e lúcida, consistente, coesa em seus argumentos e verossímil em suas demonstrações. Algo sublime demais para ser questionado.


Mas isso é uma ilusão! Pois até a verdade pode ser questionada até que se prove e se confirme que é, de fato, a verdade.


Sem mais. Sem menos...


Pois quando a verdade é prostituída /mutilada/torcida ela se torna uma (in)verdade, adquirindo assim a aparência de uma verdade que só pode ser combatida, vencida e elucidada com o questionamento.


Logo, a mentira é desmascarada pelo questionamento e se não fosse assim o FBI, por exemplo, ao invés de questionar seus interrogados em busca da verdade sobre determinado caso, cantassem para eles uma canção qualquer. É necessário pressão para encontrar a verdade.


Destarte, uma mentira por mais sofisticada que seja sempre poderá (e certamente o será) sucumbir diante do questionamento direto.


Se a mentira tem pernas curtas, vamos decepá-las logo...
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Força PMES

A mídia noticiou ontem a nível nacional o fim da greve da PM aqui no ES. Alguns, cansados e saturados com essa situação, acreditaram piamente, enquanto outros (como é o meu caso) questionaram: Será mesmo?


E estávamos certos e estaremos certos em todos os nossos questionamentos em relação a essa mídia comprada e imunda e em relação ao Governo também.


Vocês não enganam quem se esforça um pouco para pensar. Hoje, os poucos que ainda acreditavam em vocês, viram o quão sujos e manipuladores são.


E não adianta tentar nos jogar contra a Polícia Militar, pois eles são também o povo que sofre a desigualdade desse país. E o povo sofre junto, o povo está unido, o povo apóia o povo. O povo está nas ruas e vamos continuar gritando até que nossas vozes se tornem um incômodo para vocês e para seus pérfidos interesses.


Poder ao Povo!


Força PMES!
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Sobre Adam HaRishon e suas faíscas

[Sobre Adam HaRishon, o Kli Original, a Alma Primordial, sua quebra e suas faíscas]



Este único ser foi dividido em 600 mil almas, no advento que os cabalistas chamam de A quebra do Kli. Ou seja, esta alma original foi fragmentada em 600 mil almas. Entretanto, tem que se ter em mente que este número não indica a quantidade, mas a qualidade da conexão entre elas.


Mas isso não condiz com o número de almas encarnadas neste mundo agora, pois se a quantidade de almas derivadas de Adam HaRishon é 600 mil, como explicar o crescimento demográfico no planeta?


A resposta é: Faíscas!


Vou explicar...


A Alma de Adam HaRishon se quebrou em fragmentos ou faíscas. Seiscentas mil faíscas da Alma Original. Estas novas almas foram gerando novas faíscas, de novas faíscas e assim por diante. De modo que uma única alma poderá, na geração seguinte, dar origem a duas, três e até quatro faíscas. Um exemplo disso, segundo os sábios cabalistas, o Rabi Shimon Bar Yochai, autor do sagrado Zohar, é uma faísca da alma de Moisés e Moisés por sua vez foi uma faísca da alma de Abel.



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Sobre a Shechiná e onde habita




O Eterno YHWH falou que sua Presença, sua Shechiná (um aspecto de sua Sagrada Presença no grau físico/temporal) iria residir dentro do Santo dos Santos a parte mais elevada do Tabernáculo e posteriormente dentro do Beit Hamiqdash, o Templo Sagrado. Agora vejam, o Segundo Templo erigido por Shlomo HaMelech, o Rei Salomão, foi destruídono ano 70 da Era comum pelo insano do imperador Nero, que sua memória seja apagada.

Com isso a Shechiná se afastou da terra não habitando em NENHUM outro local físico e assim será até que o Terceiro Templo seja construído em Jerusalém. Entendam a Shechiná em NENHUM destes “templos” de esquina, seja ele de qual denominação for desde o mais imponente como a réplica pérfida do Templo de Salomão custeada pelo Edir Macedo até o mais humilde.


Pois se a Shechiná habitasse nestes ditos templos, nestas supostas “Casas de D’us”, ninguém ousaria em sã consciência entrar e se entrasse seria fulminado na hora. Somente o Cohen Gadol, o sumo Sacerdote estava qualificado a entrar onde a Shechiná residia e uma vez por ano no dia de Yom Kipur, o dia do Perdão, com guizos espalhados em sua veste para avisar aos que estavam de fora que ele ainda se movia lá dentro  e com uma corda amarrada a sua cintura para puxarem o seu corpo caso ele morresse por estar com algum pecado oculto, etc..


Algo, portanto, muito sério! E o que sentem por aí afora, nestas congregações pode ser tudo, menos a Sagrada Presença do Eterno. Com efeito, as pessoas hoje ainda podem tem um “encontro com D’us, mas não seguindo um endereço, não com hora e lugar marcados. É algo íntimo/pessoas. É parar, meditar e escutar o clamor de sua alma que apenas anseia o retorno ao seu Sagrado Criador.
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Caos no ES

"Quando o gato sai, os ratos fazem a festa."



Nunca um dito popular foi tão apropriado como agora. Uma greve de menos de 10 dias da Polícia Militar foi mais que necessário para desestabilizar todo o estado do ES.


A Segurança Pública está totalmente comprometida e um numero crescente de ocorrências , relatos e informações é alarmante! Diversos casos de assassinatos, assaltos, saques, arrastões, fuga de presidiários, incêndio de veículos e ônibus, cargas de drogas entrando e saindo sem sem nenhuma oposição e outras séries de distúrbios são contabilizados a todo instante.


E a mídia fundamentalista dando espaço com bobagens como Big Brother Brasil e outras besteiras que vendem e agradam mais.


Hoje (infelizmente) mais do que nunca, todo cidadão de bem deveria ter uma arma para defender sua vida e sua família, já que o governo não o faz com eficácia e mais ainda, permite que tais coisas aconteçam e pior, se desenvolvam como um câncer maligno e negro...
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