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""O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.""

Resumo da contracapa de Uma Noite Densa


O centro de uma cidade. Um homem. Um estranho. Uma criatura infernal.



Aparições. Figuras míticas de nosso folclore. Perseguições. Sem saída.



Uma mulher de cabelos vermelhos. Um propósito. Uma alma.


Uma Noite Densa...

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Eles pararam o mundo


Quando David Lansbury e Kate Holland Moore se entreolharam o mundo parou, literalmente. 

O ônibus que estavam parou. Os automóveis que transitavam nas duas faixas pararam. As pessoas que estavam fora e dentro do ônibus pararam, imóveis, completamente.

Naquele instante ele se apaixonou por ela e ela por ele.

E quando se deram conta da estranha fenomenologia que os estava sobrevindo baixaram os olhares e tudo ao derredor deles voltou ao normal como se nada tivesse acontecido.

A imagem dela e de seus olhos esmeraldas não lhe saia da cabeça de modo que ele não agüentou e alçou seus olhos em direção dela. Ela fez o mesmo e no mesmo instante.

De novo, o mundo se paralisou. 

Mas Kate não conseguiu manter o olhar e virou o rosto. Após isso tudo voltou ao normal. Lansbury ficou com os olhos vidrados nela na espera e expectativa de que ela voltasse a olhá-lo nos olhos.

Após um momento tentando em vão ignorar a força e vontade de olhar para ele, ela o fez e pela terceira vez todo movimento envolta deles foi descontinuado...

---Como e o seu nome, moça? Indagou ele de onde estava.

---Kate Holland Moore. E o seu?

---David Lansbury e mesmo diante desta estranha circunstancia devo dizer que e um imenso prazer conhecê-la.

---Obrigado. Sinto o mesmo.

---Parece que não podemos olhar nos olhos um do outro.

---Parece que sim...

---O que e uma pena, porque eu te amo!

---Eu também te amo! Aconteceu no primeiro instante que nos vimos.

---Sim! Mas infelizmente não podemos ficar juntos, pois receio que isso sempre ira nos afetar e as pessoas ao nosso redor não podem viver com a pausa que nosso olhares irão gerar.

---Eu concordo, mas fico muito feliz e grata por ter te conhecido e experimentado esse amor.

---Nunca vou esquecê-la, a lembrança de seus olhos será minha luz. Adeus Kate...

---Adeus David...

Ambos abaixaram sua face com muita tristeza. 

O ônibus voltou a andar e as pessoas recomeçaram do ponto que haviam parado. Durante cinco minutos eles não ousaram se olhar. Lansbury então se ergueu e puxou  a corda sinalizando que queria descer da condução e o ônibus parou logo mais adiante.

Ele desceu com muito pesar, pois nunca mais haveria de vê-la.

Quando Kate ergueu sua fronte ela já sabia que ele não estaria mais lá...

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A cabana do velho Kendel


A provação estava no fim.

A terceira noite se aproximava enquanto o sol relutante se escondia. Sob a pujança total do negror após sua ausência, eu o aguardei.

Nas duas noites anteriores que passei naquela cabana, ele esteve lá...

Na primeira ele apenas ficou a rodear a mesma em círculos assimétricos. Na segunda, além de rodear e espreitar ele uivou para a lua que estava em sua forma plena.

Todavia, naquela noite, eu estava pronto.

A terceira noite do terceiro dia de lua cheia.

Pobre lobo! Mal sabia que eu haveria de capturá-lo para aprisionar o espírito maligno que o subjugava. E além mais, iria conjurá-lo a falar por que viera “uivar” para mim...

[Esse tal de Kendel era mesmo um velho louco. Veja só, construir aquela cabana no meio do nada. Dizem que é apenas uma cabana de caça, mas ele passava mais tempo nela do que em sua própria casa...]

Após muito considerar concernente as coisas da terra e do céu, constatei que era noite e devo ter pensado algo como...

“A noite já vai escura.”

E...

“Bom... Ele logo estará aqui...”

Assim, lá pelas 10 horas e pouco, o continuum ao derredor da cabana se reduziu a um silencio atípico para uma mata tão rica em fauna.

Eu sabia! Ele havia chegado...

O lobo possesso uivou enfim. E com um dos três mecanismos de captura que o próprio velho usava no derredor da cabana, eu o apanhei. Amarrei-o e o trouxe para dentro. Era um belo animal.

---Então, já tentou falar através da boca de um animal? Perguntei, mas não houve resposta. Resolvi mexer com seu orgulho...

---Ora, vamos lá! Sei que consegue. Pode se servir da capacidade que o animal tem de emitir sons e construir uma frase. Não sairá perfeita, mas acho que poderei entendê-la; ademais, se o seu mestre conseguiu fazer uma serpente falar, você também pode fazer o mesmo com este lobo...

---Você sabe mesmo jogar, hein... Mas quantos trunfos ainda tem? Disse o espírito maligno com a boca do animal.

---Nenhum. Apenas sigo a progressão do jogo...

---E espera ganhar?

---Já ganhei, pois estou do lado que Quem sempre vence.

---Báh!

---Mas diga-me, pelo Nome, por que estava a me rodear?

---Sou um espírito que erra pela floresta, por que aqui bem como o deserto é um lugar muito melhor do que o abismo... Além do velho Kendel, que consegui deixar louco, você é o ultimo humano que vejo por aqui depois de um longo tempo. Só queria brincar com você, assustá-lo e me divertir um pouco. O que foi um erro, pois só agora vejo a marca do Nome em você.

---De fato... O velho Kendel ficou louco mesmo. Sempre acharam que esta cabana tinha algo a ver. Quanto a mim, vim aqui apenas para me isolar um pouco da cidade, ter contato com o verde, organizar a cabeça longe do frenesi da sociedade urbana e buscar ao meu Deus. Agora, pelo Nome que está acima de todos os nomes, deixa esse pobre animal e segue seu rumo seja ele qual for...

A entidade deixou o animal e ele, pelo que parecia desenvolveu uma empatia comigo e permaneceu ao meu lado até que deixei o lugar dois dias depois...

De quando em vez, ainda vou à cabana do velho para meditar e quando estou lá o lobo sempre aparece para me ver...

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O colóquio


Fim de tarde e havíamos acabado de deixar a escola.  Era nosso último ano de ensino médio e trilhávamos nosso habitual percurso até nossas casas.
A casa de Nick era mais próxima, a minha ficava ainda algumas quadras adiante.
Quando viramos a esquina Pontiaguda (e o nome se deve a um botequim chamado Pontiagudo que ficava na mesma) vinha caminhado em sentido contrário ao nosso uma garota, mais mulher do que garota propriamente dito...

Como jovem que sou, com todos meus hormônios em erupção, fui de pronto atraído pela graciosidade com que ela caminhava, o quadril balançando para cá e para lá, cara!
Certamente Nick a tinha notado e possivelmente estava mais eufórico que eu diante dessa visão/beldade/caminhante, olhei para ele só para ver sua cara de tarado juvenil habitual.

"Não pode ser!" O vi exclamar baixinho mais para si mesmo do que para mim.

Sua expressão era de surpresa somada a incredulidade (veja bem como falo bem para minha idade, rsrs).

Ele cerrou os olhos tentando focalizar somente a garota, então lhe disse:
---Que foi cara? Conhece essa garota? Perguntei enquanto ela se aproximava de nós.
---Sim, conheço... Falou arrumando sua postura, pigarreando e ajustando seus cabelos com a mão.

Olhei para a garota, mais perto agora e vi que ela também reconheceu Nick de sei-lá-onde pela sua cara e, minha nossa, ela é muito linda.
As saudações começaram a uns quatro metros de distância...
---Noooossa! Nick é você mesmo? Falou ela.
---Tiffany? Puxa!

Paramos. Ela a abraçou, demonstrando que em algum tempo no passado foram grandes amigos, ou quem sabe algo mais (embora eu duvide).
---Puxa você cresceu hein... Constatou ela.
---Um pouco. Falou ele enquanto pensava em algo melhor para dizer...
Como vai o Arthur, Betty e Mandy? Ela perguntou se referindo ao pai, mãe e irmã do Nick, lançando uma rápida olhadela para mim.
---Vão muito bem e a sua família?
---Ótima!
---Ah! Eu tenho que dizer... Você está linda!
“Boa garoto!” Pensei.
---Bondade sua Nick, mas obrigado. Você também está muito bonito.
“Bo-ni-to.” Foi como ela disse.
---Mas o que você faz aqui, já que se mudou para o outro lado da cidade?
---Estou fazendo um curso no antigo centro estudantil.

Nesse ponto eu notei que estava sobrando e comecei a me afastar discretamente...
---Então, podemos nos ver mais vezes?
Opa! Mudei de idéia para ver o que ela ia responder a ele...
---E. Poderíamos sim.
Respondeu ela, quando olhou para mim, finalmente, e viu que eu olhava para os lábios dela. Disfarcei meio que sem graça por ter sido pego de surpresa...
---Mas quem e seu amigo? Pronto a Conversa agora estava chegando em mim e resolvi apressá-la.
---Ola! Eu me chamo Allen... Disse em tom amistoso.
---Oi Allen, prazer eu sou Tiffany.
---O prazer e todo meu. Respondi e ela sorriu.

Nick pareceu não gostar de minha entrada em seu colóquio e pela forma como ele a olhou e mudou quando a viu indica que ele já gostou muito dela, talvez goste ainda, vai saber...
---Ah, Nick! Lembrei que tenho um compromisso daqui a pouco e já vou indo nessa... Improvisei.
---Vai lá cara a gente se vê amanha.
Balancei a cabeça em concordância e disse tchau para Tiffany.
---Tchau Allen. Ela disse. Segui meu caminho.
Amanhã eu pergunto a ele como foi o resto da conversa...

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A estrela de Benson (Prévia)

Era princípio de tarde nas desoladas paragens que delimitam as Bad-lands, uma região atroz, árida e inóspita que remonta a tempos idos. Este território, comumente conhecido como Terras Malditas, é uma imensa extensão de terra infértil e desolada que mancha partes do Texas, Utah e Kansas e somente os loucos, fugitivos, assassinos procurados, aventureiros ou espíritos malignos ousam freqüentar. 
     
Lá funciona assim, no decorrer do dia, o calor fustiga abaixo de um sol tremeluzente e pela noite o frio intenso faz até a alma encolher. Logo, durante a noite gélida você desejará o fulgor do sol, tingindo a paisagem de um dourado tão luminescente que quase chega a cegar; isto somado ao calor sufocante, o cansaço e desvarios fará você desejar a noite com seu toque gélido, seu manto negro e espesso junto com a sensação de medo do desconhecido. Enfim, quando não suportar mais você passará a desejar a morte.

O homem que atravessar as Bad-lands estará apto a passar por qualquer provação, pelo menos era o que pensava James Faraday agora no final de sua travessia, que já duravam vários dias. Toda essa odisséia começou duas semanas antes, quando recebeu um telegrama de seu amigo Clark Vincent, fielmente descrito nas linhas a seguir...

Meu bom amigo Jimmy  estou correndo perigo   preciso de auxílio  cidade chamada Gold Star  próxima as bad-lands  do lado do Texas  coisas estranhas e terríveis acontecem   descobri fatos   tenho que levar a conhecimento geral   tente vir o mais rápido que puder  Vince

Vince é jornalista e escreve para o maior jornal do Colorado, além de também escrever artigos para um jornal no Kansas. Suas reportagens eram as melhores por serem investigativas e denunciadoras sempre em prol da sociedade menos abastada e por isso ele era muito querido pela mesma. Com cinco anos ele conheceu James e ali nasceu uma amizade profunda que chamavam de irmandade.

Eram inseparáveis até que se formaram homens e tiveram que se distanciar devido ao trabalho; ele com sua carreira de jornalista e James como cowboy conduzindo imensas manadas de gado pradaria afora. Nos poucos momentos que se encontravam se perdiam em conversas madrugada adentro relembrando os bons tempos em que eram crianças ou jovens tresloucados. Agora ele estava em apuros e Faraday longe demais para ajudar.

Caia à tarde alta quando James Faraday avistou ao longe um frangalho de cidade que supôs ser Gold Star.
---Quase lá, cavalinho. Um último esforço e logo irá descansar. Disse dando leves palmadas no pescoço do animal sobrevivente a travessia, o outro que havia comprado junto com o mesmo quebrou uma pata entre as pedras e foi sacrificado para não sofrer mais.

Faraday observou uma nuvem de poeira se elevar, era uma diligência ferindo o solo com suas rodas de madeira e o caminho que elas traçavam parecia levar a tal cidade...

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O Místico


Carver Sunderland era conhecido nos círculos ocultistas como “O místico”. Com 36 anos era considerado uma das maiores autoridades em assuntos ocultos e por isso era muito requisitado por diversas ordens secretas ou não para ministrar palestras ou fazer algum trabalho de cunho arcano. Seus livros vendiam milhares de exemplares e tinha seguidores nos quatro cantos do mundo.

Iniciado no mundo da magia desde sua infância, estudou primeiro aquilo que chamava de Grandes Mestres do Oculto e seus prediletos em sua adolescência eram Daniel Dunglas Home e Eliphas Lévi. Sempre dizia a si mesmo que iria superá-los e com isso na cabeça ele ingressou em diversas ordens e por algum tempo ficou conhecido como O Ladrão de Doutrinas, pois quando conhecia os segredos e mistérios de cada seita, a abandonava e se infiltrava em outra. Foi assim até os 30 anos, quando parou de peregrinar e começou a por em prática tudo o que aprendera.
     
Seu próximo passo foi evocar diversas entidades que lhe aumentaram ainda mais seu poder e conhecimento; Em uma dessas invocações é bem possível que tenha vendido sua alma, pelo menos era o que se falava. Destarte, no topo de sua soberba, achava que conhecia todos os mistérios do mundo e fora dele e só percebeu que estava errado quando algo que desconhecia completamente se manifestou a ele.

Trecho do meu livro "O cabalista"

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A moça da moto


Era mais um dia como qualquer outro na vida e rotina de Lauren Dagget. Acordava bem cedo e ia para o banho. Após isso, preparava seu café, que além do já mencionado, consistia também de em uma torrada, pasta de amendoim, leite e cereais.

Às vezes também havia um exemplar do New York Post para ler à mesa. Quando batia às oito horas, montava em sua moto com sua mochila de couro as costas e percorria cinco quilômetros até seu trabalho.

Após o término de seu expediente, à tarde, tomava um rápido banho no banheiro de funcionários, vestia uma roupa que sempre trazia sobressalente na mochila, montava em sua moto e a pilotava através de três quilômetros até seu curso técnico. E lá ficava até as vinte e uma horas, depois era só retornar, exaurida, de volta até seu apartamento.

E isso se repetia de segunda a sexta, uma vida comum para uma jovem de vinte e três anos; e a propósito Lauren trabalhava em uma loja de renome que vende roupas de grife e acessórios diversos para ambos os sexos.

E por sinal é a mesma loja que Ein Sof, a Fonte Suprema escolheu para colocar em experiência seu enviado. Agora Lauren estava lá, imersa em seus afazeres, totalmente adversa a olhos místicos que a observava através do vidro da vitrine. 

*Do  meu livro "O cabalista"
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Aos primeiros vislumbres dela


Ainda e cedo para definir o que sinto por ela. Só a vi apenas algumas vezes e zás![...] Foi o necessário para me arrebatar completamente.

Ah! Como me apego tão facilmente a outras pessoas? Especialmente aquelas que conseguem cativar outras somente com alguns olhares e palavras.

Entretanto, neste caso, não se trata de cativar/cultivar amizade, mas sim (temo dizer) o coração...

E quando o coração esta cativo por alguém, bem sabemos qual cativeiro e esse. Não aprecio muito as reticências, mas nesta circunstancia e preciso mante-las...

*Escrito por estas mesmas mãos (uma segurando o caderno e a outra a caneta) em uma situação real em 28 de Setembro de 2003. 
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A passagem do furacão

Dois homens, em certa ocasião, corriam, fugindo de um grande furacão. E um deles disse: Vem! Nos escondamos na fenda da rocha para que quando passe o furacao, não nos arraste consigo.

Mas o outro retrucou: Que rocha nada! Vou e me agarrar na grande estatua da praça. E ambos correram para seus respectivos esconderijos.

E o homem que estava dentro da fenda viu o furacão passar sem nada poder contra ele, então, passou-se alguns minutos e ele saiu da fenda.

Ele ficou estarrecido com a destruição que a passagem do furacão fizera. Então, ele se lembrou do outro homem, aquele que foi buscar refugio em uma imagem de escultura e correu a fim de poder ver se o mesmo estava bem.

Todavia, chegando la, não havia estatua, nem praça nem nada, somente escombros... 
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A folha em branco

O papel tão límpido e alvo estava diante de mim há muitos dia incólume. E a esta altura era já questão de honra riscá-lo com minha caneta em riste o contorno assimétrico das palavras. Sentir vitorioso o cheiro da tinta e contemplar os rabiscos aleatórios nas pontas dos dedos como cicatrizes adquiridas nas realizações de grandes feitos.

Eu gostaria...

Mas a folha com toda sua brancura e superfície lisa ainda estava imaculada; exceto pelas linhas horizontais que foram impressas nela. É entre elas que devo desenvolver o meu texto, um texto qualquer, com um tema qualquer dos muitos que povoam minha mente.

Entretanto, não consigo escrever nada que preste nesses últimos dias, nada mesmo! A não ser isso que você gentilmente se dispôs a ler...

E neste exato momento estou escrevendo esta linha e acho que vou tomar uma xícara de café.

Pelo menos a folha não está mais em branco...

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Kevin

Kevin é uma pessoa interessante e também muito bom em construir coisas. Uma vez ele erigiu um castelo suntuoso que possuía uma torre tão alta, mas tão alta que seu topo ficava oculto pelas nuvens.

Kevin também é muito forte, oh sim! Em outra ocasião ele aprisionou um imenso dragão cuspidor de fogo dentro de uma garrafa. Pobre dragão, eu não queria estar em sua pele...

Kevin é desbravador. Teve uma vez que ele disse...
--Vou sobrevoar a cidade. Me esperem para o jantar.
E encheu uma bexiga com apenas um assopro, amarrou um barbante no bico para impedir o ar de sair e levantou voo segurando na ponta do mesmo. Durante o jantar ele disse... 
--Vocês tinham que ver como a cidade fica do alto...

Kevin é muito legal. Ele fazia tanta coisa sem nem sair de casa. Sua imaginação o levava a lugares e situações incríveis e não havia limites para ele.

Kevin é assim. E ele só tem 5 anos...
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Enredos e Subenredos


Por definição, enredo é o conjunto dos incidentes que constituem a ação de uma obra de ficção. E é com ele que você enreda e cativa a atenção do leitor.

A fórmula de um bom enredo geralmente é a de eventos críticos que surgem em ordem crescente culminando com um clímax, o ponto alto de toda a tensão de um conflito que veio se acumulando... Após o conflito resolvido ou adiado, tem se  um breve momento de calmaria que é rompido por um evento significativo que vai fazer com que o ciclo se repita até levar ao ato final, o ápice e conclusão da trama que se caracteriza como a batalha final onde o bem vence o mal; um grande sacrifício é exigido em prol de um bem maior; todas as questões são respondidas e todas as pontas soltas são atadas, etc.

Todavia, para que a trama não sofra com um texto corrido, isto é, sem variações de cenas, o uso de subenredos torna-se indispensável. Ouso dizer, obrigatório...


Desenvolvendo o subenredo

A trama principal, o enredo, precisa ser permeada de histórias secundárias chamadas subenredos. Pequenas tramas paralelas que podem ou não ter alguma conexão com a trama principal.

Uma das inúmeras maneiras de se criar subenredos é usar as lembranças do protagonista, fazendo com que a trama se desenvolva no presente explicando como ela surgiu no passado ou qual incidente ocasionou ela. Assim, o protagonista pode se lembrar de fatos interessantes ou corriqueiros sobre sua vida ou de outrem, como onde ele cresceu, onde estudou, onde trabalhou, quem ele levou no baile de formatura ou quem estava com ele na virada de um ano qualquer, etc. É uma ótima maneira de se criar novos personagens e eles podem ser de grande valia no presente com um inesperado encontro com o protagonista, pois podem ser portadores de grandes segredos ou trazer grande ajuda ou empecilho para o mesmo.

Outra maneira é usar os personagens coadjuvantes definindo melhor seu papel e missão na obra, criar novos elementos no decurso do mesmo na trama, dotar alguns com uma capacidade que o protagonista não tenha, mas que servirá para ajudá-lo em algum momento e instituir uma biografia passada também é funcional e atraente e é um recurso que pode ser aplicado também ao antagonista.


Lembre-se de fazer com que tudo gire em torno da trama principal, pois com isso sua obra ficará mais densa e enriquecida de detalhes e quando se der conta você já terá criado toda uma mitologia e os simbolismos adequados e pertinentes a mesma.


Boa sorte!

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Pela janela do Trem

*Estação ferroviária de Aimorés, Minas Gerais, Setembro de 2006.

A buzina soou distante, mas eu sabia: o trem estava vindo. E chegou tão rápido...

Eu a abracei e em seguida beijei ternamente seus lábios, me despedi e entrei na locomotiva, desejando poder ficar mais tempo. Encontrei meu vagão e a poltrona numerada cuja minha passagem indicava, nem lembro mais do número, mas acho que continha três dígitos. Coloquei minha mochila no lugar reservado para guardar malas e afins acima, sentei...

Quando olhei para janela ao lado oposto de onde estava, a vi. Seus grandes e belos olhos amendoados me observando, provocando e chamando. Eu sorri com a surpresa, devo ter feito cara de idiota, pois ela também sorriu. Ficamos assim por um breve momento. Súbito, o trem começou a chacoalhar e a se mover lentamente.

Mantive o foco em seus olhos, torcendo meu pescoço à medida que o trem avançava até não mais poder vê-los...

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A importância do texto material

Primeiro nasce a ideia. Depois alguns elementos vão se concatenar a ela e você percebe seu potencial para se criar uma boa história  e com o uso de sua força imaginativa ela vai se desenrolando... Você então decide escrevê-la, transpor a barreira do onírico a fim de trazer sua história para realidade e o consenso comum é se sentar diante do computador e digitar.

Destarte, sua história começa a tomar forma escrita para depois ser encenada em outras imaginações, note que a história nasceu em uma imaginação, a sua; e termina em outra imaginação, a do leitor. São seus pensamentos e paisagens mentais sendo pensados e imaginados por outra pessoa.

Entretanto, antes de digitar uma obra, seria bom primeiro manuscrevê-la em um caderno, dois ou três sê necessário, dependendo da dimensão da obra. Isso fará que estabeleça um elo mais pujante com o que está sendo escrito, pois é palpável, você pode tocar, cheirar, sentir as páginas em seus dedos e quando te perguntarem que caderno é esse poderá responder: "Ah, é o livro que estou escrevendo..." (e isso acontece sempre).

Torna-se, portanto uma propriedade maior além de não correr o risco de perder se o computador der um de seus inúmeros defeitos comuns e incomuns ou algum desavisado excluí-lo sem intenção.

Portanto, escrever seu livro com papel e caneta, desenhando o contorno de cada letra, uma após outra, riscando uma palavra ou frase que de inicio não achou legal, mas que ainda vai continuar lá e se tornar apropriado com o contexto posterior, fazendo importantes anotações nos cantos das páginas, adicionando informações para os personagens ou para descrições ou situações futuras ou imediatas, pode ser muito proveitoso e divertido.

Sem falar que após todo esse processo, com seu livro já impresso, ele vai continuar lá e o carinho continuará sendo o mesmo, pois haverá toda uma história por trás da história de escrevê-lo...


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Onírico


Mente propensa ao devaneio... Um torpor me sobrepuja convidando-me para inércia... Canções de ninar em minha cabeça; sono. Deixo-me levar... Após um tempo que não consigo determinar, desperto em outro mundo. Um mundo que só existe dentro de mim, um continuum onírico repleto de imagens reminiscentes. Estou sonhando...

Mas é estranho... Esta paragem não faz parte de minhas recordações e nem se assemelha com nada do que eu já tenha visto. Intrigado, segui avante. Vislumbrando minuciosamente cada elemento, cada novo detalhe que surgia, percebi que estava sendo observado...

Era apenas um olho, enorme, flutuante e levemente esmeralda em sua íris... Senti medo, pois mesmo para a mística e surreal realidade de um sonho aquilo era bizarro demais, não obstante, e de repente, a tal íris esverdeada desse olho desapareceu, restando apenas seu formato, que pendia em um fundo pintado em sépia...

Aproximei-me lentamente com curiosidade e receio. Então, constatei ali que o olho havia se transformado em uma espécie de janela, pois dava para distinguir um outro cenário em seu interior. Ressabiado, fui olhar e vi o quarto de Júlia, minha namorada. Confuso, parei de olhar esfregando meus olhos e quando olhei para o olho/janela, ele não estava mais lá...

Quando me virei, vi Júlia trilhando em minha direção. Aguardei-a com satisfação imensa por ver alguém familiar neste estranho recôndito mental...

---E então, descobriu? Indagou assim que me alcançou.

---Descobri o quê? Retruquei profundamente confuso.

---Você olhou pelo meu olho e viu o meu quarto, será que não consegue associar os elementos?

Não! Não pode ser verdade... Mas... Ela... Ela está neste exato momento tendo esse sonho comigo...? Céus! Agora tudo faz sentido. Mas e eu? Prefiro nem pensar... Sou apenas uma sombra onírica em sua mente. Súbito, a imagem de Júlia desaparece e tudo ao meu redor começa a se desfazer em vapores voláteis. Ela esta acordando e eu estou sumindo também...

Meu último pensamento antes de desaparecer foi aterrador...

"Será que realmente existo fora deste Sonho?”
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Uma Noite Densa


O que dizer de Uma Noite Densa (UND)? A princípio, bem no comecinho quando a idéia nasceu, seria um micro-conto, desses com no máximo 10 páginas. Mas como sempre demoro muito para escrever e mais ainda para terminar uma obra (sério, é coisa de anos) deixei a história se desenvolver mais...

O tempo, então, foi transcorrendo e de repente me vi com várias idéias e conceitos interessantes para criar uma trama bem mais “densa” por assim dizer e mais sofisticada. Mas resolvi deixar tudo de lado, a fim de me concentrar em outras obras que apreciava mais e algumas delas estão sendo ainda finalizadas.


O enredo

Incrível notar como coisas simples podem ter um grande impacto naquilo que fazemos ou vamos fazer. Um exemplo disso é a própria trama de UND que se originou de um diálogo entre amigos sobre as surreais e toscas figuras de nosso folclore popular, então pensei que seria legal colocar um cara perdido (está mais para preso) à noite no centro de Vitória, ES, e soltar as feras, tais como a mula sem cabeça, o saci, lobisomem, etc. Claro que iria precisar de um motivo integrador para dar sentido à história algo que não foi tão difícil (mas também não tão bom, kk), de se estabelecer...

Então em síntese, nós temos:

Um cara que não conseguia dormir muito bem devido a uma terrível insônia, uma criatura nefanda que está causando essa insônia neste cara e que quer levar a alma dele consigo. Mas quando esse cara tem a noção da existência deste ser e descobre que ele quer lhe fazer mal, uma verdadeira e desmesurada fuga tem início, além do mais a criatura tem o poder de evocar criaturas ainda mais sinistras, sim, sim, como a mula sem cabeça, o saci, lobisomem, etc (sinistras?). Por mais que tentasse o homem não consegue deixar o centro da cidade e ele terá até a meia-noite para negar os pedidos da criatura, mas até a meia-noite, bem sabemos, muita coisa pode acontecer...


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