Texto, edição e imagens: Veda Syon
A palavra hebraica shedim é um plural de “shed” que é comumente traduzido como demônio e por falta de uma terminologia mais adequada essas criaturas são entidades espirituais malignas, pois o conceito judaico sobre os demônios difere totalmente da visão cristã sobre esta temática.
Pois bem...
No Talmud Bavli, tratado Hagigá 16ª, os sábios judeus, de bendita memória, disseram que existem seis coisas sobre os shedim. E dessas seis, três coisas são como anjos e três coisas são como homens...
As 3 coisas como anjos
1: Eles tem asas como os anjos
2: Eles voam de um canto ao outro do mundo como os anjos
3: Eles sabem o futuro imediato porque escutam por detrás do Pargod como os anjos
As 3 coisas como os homens
1: Eles precisam comer e beber
2: Eles se acasalam entre si como os humanos e tem filhos
3: Eles morrem
As inferências a partir destes últimos 3 tópicos são claras [ visto que nos dizem respeito pelas similaridades]. Essas criaturas embora sejam sobrenaturais, tem necessidades básicas análogas as nossas. Ou seja, comem e bebem, se reproduzem e morrem. E obviamente, para viverem, precisam se alimentar. Logo, a pergunta surge: do que estes seres se alimentam?
O Rashi, grande erudito comentarista da Torah disse do Bereshit/Genêsis 3: 17:
“Maldita é a terra por tua causa. Ele fará subir coisas malditas, como moscas, pulgas e formigas, como algo que sai no mau caminho, e as criaturas se estragam e os shedim as sugam.”
Eles se alimentam da Criação.
Sim! Da Criação. De animais e plantas... Particularmente de animais.
Agora, um insight (e tão somente isso)...
Você já deve ter se deparado com notícias em vários meios de comunicação de animais aparecerem da noite para o dia mortos com seu sangue completamente drenado. Eventos ocorridos em diversas fazendas e em vários países. Há milhares de relatos e provas disso de maneira que uma rápida pesquisa na Web comprova facilmente isso. E estes casos são envoltos em grande mistério e muitos foram insolúveis e inconclusivos.
Apenas a título de exemplo e para alargar as fronteiras de nossas mentes sobre o assunto dos shedim se alimentarem de animais vou citar o caso do Chupacabra aqui no Brasil.
As estranhas ocorrências envolvendo essa estranha criatura que sugava o sangue dos animais e que às vezes mutilavam os mesmos sem deixarem na cena um único pingo de sangue aconteceram entre 1997 e 2000 e devo deixar claro que desejo usar este caso neste artigo apenas para fim de aproximação e comparação e não estou de forma nenhuma [por favor] afirmando que o Chupacabra [ou chupacabras, arranca-língua ou chupa-sangue como também foram chamados] são os shedim.
O artigo que usei como fonte para escrever este trecho sobre o Chupacabra é na verdade um resumo de uma obra intitulada “Olhos de Dragão”, escrito exaustivamente como a conclusão de pesquisas de campo, visitas e averiguações a lugares atacados por esta criatura, exames, imagens, depoimentos e afins de um grupo de sérios pesquisadores e você poderá encontrá-lo na íntegra clicando aqui. Recomendo a leitura, pois aqui não me aprofundarei neste assunto.
Segundo um levantamento feito por esta equipe estas criaturas mataram entre os meses de Janeiro a Agosto de 1997 um total de 836 animais em 72 casos e isso sem falar de casos que chegaram e também que não chegaram a eles até o ano de 2000.
E muitos animais além de ter seu sangue drenado eram também encontrados sem vários órgãos internos e com perfurações e cortes precisos e cirúrgicos e não havia nos arredores imediato dos locais de ataque nenhum rastro, sinais de luta, sangue e nem vestígios de mordidas e mastigação. Tudo isso feito em silêncio absoluto madrugada afora. Um mistério até hoje não resolvido que abriu espaço para as mais diversas teorias e conjecturas.
E como eu disse bem acima, isto no meu caso é só uma percepção. Possibilidades de correlação de uma coisa com a outra? Talvez, quem sabe, mas sem afirmar nada...
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"Se você tomar a pílula azul, a história acaba, você acorda na sua cama e acredita em tudo aquilo que quiser acreditar. Mas se tomar pílula vermelha, você fica no País das Maravilhas e eu te mostro o quão fundo pode ser a toca do coelho."
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